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A aferição domiciliar da pressão arterial ajuda a reduzir o uso de medicamentos e preserva a saúde

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Estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Maastrich, na Holanda, e publicado na revista Hypertension, da Associação Americana do Coração1, relata que indivíduos que medem sua pressão arterial2 em casa conseguem reduzir o uso de medicamentos para controlar a hipertensão arterial3 e, conseqüentemente, os gastos com esses medicamentos.

Quatrocentos e trinta hipertensos participaram do estudo e foram divididos em dois grupos. Um deles mediu seus níveis de pressão arterial2 em casa para orientar o tratamento e o outro teve sua pressão medida no consultório médico. Ao longo de um ano, foram registrados os resultados das medições, a quantidade de medicamentos necessária para controlar a pressão arterial2 em níveis adequados, os gastos com o tratamento e os danos aos órgãos-alvo como rins4 e coração1 (através de ecocardiograma5 e medida da microalbuminúria6).


Os resultados mostraram que o grupo que aferia a pressão em casa utilizou menos medicamentos e gastou menos para controlar sua pressão arterial2. Através da monitorização da pressão arterial2 de 24 horas (MAPA) pôde-se ver também que os níveis pressóricos7 dos dois grupos eram semelhantes e que a a função dos rins4 e do coração1 também não foi afetada pelo método de controle utilizado.


A participação dos pacientes é essencial para o sucesso de qualquer tratamento. A medida da pressão arterial2 em casa requer um treinamento mínimo dos pacientes e o uso de um aparelho (conhecido como esfigmomanômetro) com qualidade comprovada.


Fonte: Hypertension

 

Leia também: Sou hipertenso. O que fazer?

 

NEWS.MED.BR, 2007. A aferição domiciliar da pressão arterial ajuda a reduzir o uso de medicamentos e preserva a saúde. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/para-pacientes/12390/a-afericao-domiciliar-da-pressao-arterial-ajuda-a-reduzir-o-uso-de-medicamentos-e-preserva-a-saude.htm>. Acesso em: 13 dez. 2018.

Complementos

1 Coração: Órgão muscular oco localizado no tórax, sob o osso esterno, ligeiramente deslocado para a esquerda. Em um adulto, tem o tamanho aproximado de um punho fechado e pesa cerca de 400 gramas. O papel do coração é enviar sangue rico em oxigênio a todas as células do nosso organismo.
2 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
3 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
4 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
5 Ecocardiograma: Método diagnóstico não invasivo que permite visualizar a morfologia e o funcionamento cardíaco, através da emissão e captação de ultra-sons.
6 Microalbuminúria: Pequena quantidade da proteína chamada albumina presente na urina, detectável por exame laboratorial. É um sinal precoce de dano aos rins (nefropatia), uma complicação comum e séria do diabetes. A ADA (American Diabetes Association) recomenda que as pessoas com diabetes tipo 2 testem a microalbuminúria no momento do diagnóstico e uma vez por ano após o diagnóstico. Pessoas com diabetes tipo 1 devem ser testadas após 5 anos do diagnóstico e a cada ano após o diagnóstico. A microalbuminúria é evitada com o controle da glicemia, redução na pressão sangüínea e modificação na dieta.
7 Níveis pressóricos: Em cardiologia, níveis pressóricos são os níveis de pressão arterial.
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