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Apoio aos pacientes: a maioria das dores de cabeça não é necessariamente sinal de doenças graves

terça-feira, 29 de janeiro de 2008
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Apoio aos pacientes: a maioria das dores de cabeça não é necessariamente sinal de doenças graves

Dor de cabeça” é a expressão popular para o termo técnico “cefaléia”. Existem vários tipos de dor de cabeça. A classificação da Sociedade Internacional de Cefaléia reconhece mais de 150 tipos diferentes.

Se você sente dores de cabeça, isso não significa necessariamente que você é portador de uma doença neurológica grave. Oitenta por cento dos adultos vão ter, pelo menos uma vez na vida, um tipo de dor de cabeça conhecida como cefaléia tensional, a mais comum de todos os tipos de cefaléias. Outras razões podem levar a dores de cabeça: estresse, insônia, cansaço, exageros alimentares, etc. Por outro lado, a dor de cabeça também pode acompanhar doenças graves como infecções do sistema nervoso, tumores, hemorragias intracranianas, isquemias, trombose venosa, dentre outras. No entanto, as dores de cabeça decorrentes de problemas graves são a minoria.

Ela pode ser o principal sintoma de uma condição na qual não são identificadas alterações estruturais, metabólicas, tóxicas ou infecciosas como causa. Sua origem reside em alterações bioquímicas cerebrais, podendo ser determinadas geneticamente. Essas são as chamadas cefaléias primárias, que costumam se repetir com regularidade. São exemplos de cefaléias primárias a enxaqueca, a cefaléia do tipo tensional, a cefaléia em salvas, dentre outras. Quando a dor de cabeça é conseqüência de lesões ou outras alterações, elas são classificadas como cefaléias secundárias. Entre as causas de cefaléias secundárias estão sinusites agudas, infecções do sistema nervoso ou sistêmicas, tumores, problemas cervicais e muitas outras.

Isso não quer dizer que as cefaléias primárias não tragam incômodos para o indivíduo. No entanto, elas não ocasionam seqüelas e podem ser prevenidas ou tratadas de maneira adequada com a orientação de médicos.

Existem alguns sinais que orientam para a possibilidade de uma cefaléia secundária:

  • Cefaléia de início recente. Quanto mais recente é o início de uma dor de cabeça, maior a chance de se tratar de uma cefaléia secundária.

  • Cefaléia pré-existente que apresenta modificação nas suas características habituais. Pode-se estar diante de uma nova forma de cefaléia.

  • Cefaléia com intensidade progressivamente maior ao longo dos dias ou semanas. Essa é uma característica da cefaléia por hipertensão intracraniana e deve ser investigada. Mas não obrigatoriamente trata-se deste tipo de cefaléia.

  • A primeira ou a “pior dor de cabeça da vida”.

  • Associação da dor de cabeça com febre, vômito (exceto se já ocorrem há muito tempo, de forma repetida, junto com as dores de cabeça, sem deixarem conseqüências, como ocorre na enxaqueca), rigidez do pescoço, visão dupla, estrabismo, paralisia facial, queda da pálpebra, diferença no tamanho das pupilas, crises epilépticas, confusão, alterações cognitivas e comportamentais ou qualquer outro sintoma neurológico.

  • Cefaléia de início após os 50 anos. A maioria das cefaléias primárias tem início antes dessa idade.

  • Cefaléia que ocorre durante esforço físico, atividade sexual ou tosse. Existem formas benignas de cefaléias que ocorrem com o esforço, atividade sexual e tosse, mas essa é uma queixa que deve ser investigada.

Se você apresenta algum desses sinais de alerta, é aconselhável que você procure um médico. É possível reduzir a freqüência e a intensidade das crises de dor de cabeça e torná-las mais responsivas aos medicamentos, através de um tratamento preventivo. A maioria dos pacientes obtém melhora significativa em poucos meses com um tratamento preventivo. Com ele, é possível reduzir a freqüência do uso de medicações sintomáticas, tornando menos provável a cronificação da dor pelo abuso de medicamentos.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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