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Alteração nos hábitos de consumo de café e o risco de comprometimento cognitivo: The Italian Longitudinal Study on Aging

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Acredita-se que o consumo de café, chá ou cafeína pode proteger contra o prejuízo cognitivo1 e a demência2. Em estudo, publicado online pelo Journal of Alzheimer’s Disease, estimou-se a associação entre a alteração e a constância nos hábitos de consumo de café e a incidência3 de comprometimento cognitivo1 leve (do inglês “mild cognitive impairment“ ou MCI).

Pesquisadores da University of Bari Aldo Moro, Geriatric Unit & Laboratory of Gerontology and Geriatrics, IRCCS “Casa Sollievo della Sofferenza” e Istituto Superiore di Sanità (ISS), na Itália, avaliaram 1.445 indivíduos recrutados a partir de 5.632 indivíduos, com idades entre 65 a 84 anos de idade, a partir do Italian Longitudinal Study on Aging, uma amostra de base populacional de oito municípios italianos com um uma média de acompanhamento de 3,5 anos.

Idosos cognitivamente normais que habitualmente consumiam quantidade moderada de café (1 a 2 xícaras de café/dia) tiveram uma menor taxa de incidência3 de MCI do que aqueles que nunca ou raramente consumiam café [1 xícara/dia: taxa de risco (HR) 0,47, intervalo de confiança de 95% (IC) 0,211-1,02 ou 1 a 2 xícaras/dia: HR 0,31 IC 95% 0,13-0,75]. Para indivíduos idosos cognitivamente normais que mudaram seus hábitos de consumo de café, aqueles que aumentaram o consumo de café (>1 xícara de café/dia) apresentaram maior taxa de incidência3 de MCI em comparação com aqueles com hábitos constantes (até ± 1 xícara de café/dia) (HR: 1,80; IC 95%: 1,11-2,92) ou com aqueles com consumo reduzido (<1 xícara de café/dia) (HR: 2,17, IC 95%: 1,16-4,08).

Finalmente, não houve associação significativa entre indivíduos com níveis mais elevados de consumo de café (>2 xícaras de café/dia) e a incidência3 de MCI em comparação com aqueles que nunca ou raramente consumiam café (HR: 0,26; IC 95% 0,03 a 2,11). Em conclusão, os indivíduos mais idosos cognitivamente normais que aumentaram seu consumo de café tiveram uma maior taxa de desenvolvimento de MCI, enquanto que o consumo moderado de café de forma constante ao longo do tempo foi associado a uma taxa reduzida de incidência3 da MCI.

Fonte: Journal of Alzheimer4's Disease, publicação online, de 28 de julho de 2015

NEWS.MED.BR, 2015. Alteração nos hábitos de consumo de café e o risco de comprometimento cognitivo: The Italian Longitudinal Study on Aging. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/798524/alteracao-nos-habitos-de-consumo-de-cafe-e-o-risco-de-comprometimento-cognitivo-the-italian-longitudinal-study-on-aging.htm>. Acesso em: 17 set. 2019.

Complementos

1 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
2 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
3 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
4 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
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