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Amamentação exclusiva por pelo menos um mês diminui risco futuro de diabetes tipo 2, de acordo com estudo publicado no The American Journal of Medicine

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Em trabalho publicado no The American Journal of Medicine, concluiu-se que independente da atividade física e do índice de massa corporal1 futuros, o risco de diabetes mellitus2 tipo 2 aumenta com as gestações a termo não seguidas de pelo menos um mês de amamentação exclusiva3.

A lactação4 já foi associada à melhoria no metabolismo5 da glicose6. O presente estudo explorou a associação entre lactação4 e o risco de diabetes mellitus2 tipo 2 em uma população bem caracterizada de mulheres, com idades entre 40-78 anos, membros de uma organização na Califórnia e envolvidas no Reproductive Risk factors for Incontinence Study at Kaiser (RRISK), entre 2003 e 2008.

Após análises estatísticas e ajustes, os resultados mostraram que, das 2.233 mulheres estudadas, 1.828 foram mães e 56% delas amamentaram de maneira exclusiva por mais de um mês. O risco de diabetes tipo 27 entre as mulheres que amamentaram consistentemente todos os seus filhos por mais de um mês foi similar ao daquelas que nunca tiveram filhos. Diferente de mães que nunca amamentaram, que têm risco aumentado para desenvolver diabetes mellitus2 tipo 2.

As mães que nunca amamentaram exclusivamente os seus filhos têm maior risco de desenvolver esta patologia8 do que aquelas que amamentaram de maneira exclusiva por pelo menos um mês.

Concluiu-se que, independente da atividade física e do índice de massa corporal1 futuros, o risco da doença aumenta nas gestações a termo não seguidas de pelo menos um mês de amamentação exclusiva3.

Fonte: The American Journal of Medicine, volume 123, de setembro de 2010

NEWS.MED.BR, 2010. Amamentação exclusiva por pelo menos um mês diminui risco futuro de diabetes tipo 2, de acordo com estudo publicado no The American Journal of Medicine. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/69888/amamentacao-exclusiva-por-pelo-menos-um-mes-diminui-risco-futuro-de-diabetes-tipo-2-de-acordo-com-estudo-publicado-no-the-american-journal-of-medicine.htm>. Acesso em: 18 nov. 2019.

Complementos

1 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
2 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
3 Amamentação exclusiva: Uso do leite materno, habitualmente até os 6 meses de vida como único alimento da criança, não sendo admitidos chás ou água como exceção.
4 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
5 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
6 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
7 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
8 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
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Complementos

01/09/2010 - Complemento feito por marcos
Re: Amamentação exclusiva por pelo menos um mês diminui risco futuro de diabetes tipo 2, de acordo com estudo publicado no The American Journal of Medicine
Já é notória a associação entre saúde imunitária e amamentação, visto que crianças que recebem o leite materno até pelo menos 6 meses, apresentam menores probabilidades de adquirirem doenças infecto contagiosas, ou quando adquirem, são de sintomas mais brandos, devido a quantidade de anticorpos presentes no leite materno.

O leite materno, apresenta uma quantidade de carbohidratos que são estruturalmente diferentes da lactose de outros mamíferos, bem como diferentes da sacarose, que é a base do açucar mascavo, muitas vezes usados na mamadeira.

Podemos dizer que as células de um recém nascido, ainda não estão totalmente adaptadas ao processo de carreamento da glicose , mediado pela insulina, provavelmente por possuir poucos receptores de membrana que permitem que o açucar adentre às céluas para serem degradados e fornecerem energia.

Então , o leite materno por apresentar algumas características fisico-químicas peculiares no que diz respeito a açucares, são mais permeáveis às células, fazendo com que o aparato enzimático de obtenção de energia amadureça até que atinja um número de receptores de membrana que possam permitir de forma eficiente o carreamento da glicose , que é produto da degradação de alimentos mais complexos.

COM RECEPTORES EM NÚMERO ADEQUADO E ESTRUTURALMENTE BEM ADAPTADOS, PARA O RECONHECIMENTO DA INSULINA COMO CARREADORA DE GLICOSE, AS CÉLULAS TENDEM A NÃO APRESENTAR RESISTÊNCIA INSULÍNICA QUE É A BASE DO DIABETES TIPO II.

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