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Consumo de carne vermelha pode aumentar risco de morte. Reduzir pelo menos uma porção ao dia diminui este risco em cerca de 7% a 19%

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O consumo de carne vermelha tem sido associado ao aumento do risco para desenvolver doenças crônicas. No entanto, sua relação com a mortalidade1 permanece incerta. Estudo publicado pelo Archives of Internal Medicine mostrou que o consumo de carne vermelha pode aumentar o risco de morte, enquanto que a substituição de uma porção de carne vermelha ao dia diminui o risco de mortalidade1 em cerca de 7% a 19%.

Um estudo prospectivo2 longitudinal contou com a participação de 37.698 homens do Health Professionals Follow-up Study (1986-2008) e 83.644 mulheres do Nurses' Health Study (1980-2008) sem doença cardiovascular (DCV) ou câncer3 no início da pesquisa. A dieta foi avaliada através de questionários alimentares validados e atualizados a cada quatro anos.

Os resultados documentaram 23.926 mortes (incluindo 5.910 por DCV e 9.464 mortes por câncer3) durante o seguimento. Após ajuste multivariado para estilo de vida e fatores de risco alimentares, observou-se que o consumo de carne vermelha processada ou não processada aumenta o risco de mortalidade1 geral, por doenças cardiovasculares4 e por câncer3. Estima-se que a substituição de uma porção de carne vermelha ao dia por outros alimentos (incluindo peixes, aves, nozes, legumes, laticínios com baixo teor de gordura5 ou grãos integrais) diminui o risco de mortalidade1 em cerca de 7% a 19%. Outra estimativa é que 9,3% das mortes nos homens e 7,6% das mortes em mulheres podem ser evitadas se todos os indivíduos consumirem menos de meia porção de carne vermelha ao dia (cerca de 42 g/dia).

Concluiu-se que o consumo de carne vermelha está associado a um risco aumentado de mortalidade1 para DCV, câncer3 e mortalidade1 geral. A substituição da carne vermelha por outras fontes de proteína relaciona-se a um menor risco de morte.

Fonte: Archives of Internal Medicine, publicação online, de março de 2012

NEWS.MED.BR, 2012. Consumo de carne vermelha pode aumentar risco de morte. Reduzir pelo menos uma porção ao dia diminui este risco em cerca de 7% a 19%. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/289015/consumo-de-carne-vermelha-pode-aumentar-risco-de-morte-reduzir-pelo-menos-uma-porcao-ao-dia-diminui-este-risco-em-cerca-de-7-a-19.htm>. Acesso em: 29 out. 2020.

Complementos

1 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
2 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
3 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
4 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
5 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
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Complementos

14/03/2012 - Complemento feito por marcos
Re: Consumo de carne vermelha pode aumentar risco de morte. Reduzir pela menos uma porção ao dia diminui este risco em cerca de 7% a 19%
Hoje, existe comprovação científica de um fato que certamente nossos pais e avôs já sabiam : que a chave para uma vida longa e com saúde é ter uma boa alimentação.

Com o aumento da expectativa de vida em quase todos os países e em particular no Brasil, temos a preocupação de estudar doenças que são de alta letalidade e mortalidade e ter uma forma de interferir na história natural destas doenças, já foi assim com algumas doenças infecto contagiosas que eram mortais em décadas passadas, mas com a adoção de medidas profiláticas como a vacinação em massa puderam diminuir a incidência de várias doenças que antes eram mortais.

Quanto as doenças crônicas, os estudos apontam para fatores relacionados a hábitos de vida como sedentarismo, alimentares, que somados a carga genética individual, podem desencadear patologias dentre as quais o câncer.

Portanto a adoção de programas que incluam mudanças nos hábitos alimentares, fazem parte de atitudes preventivas em relação ao câncer, pois sabemos que há uma menor incidência desta patologia em populações que adotam uma dieta com maior quantidade de vegetais, devido a presença de fibras que são protetoras dos tecidos do aparelho digestório, uma dieta com maior quantidade de peixes, ricos em substâncias como ômega 3- anti oxidante e antiinflamatório natural.

Portanto as evidências apontam que dietas que possuam maiores quantidades de vegetais e carnes brancas preferencialmente peixes, realmente são mais saudáveis devido aos componentes que são biologicamente ativos na proteção de nossos tecidos.

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