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Jovens sobreviventes de câncer enfrentam risco 25% maior de novo câncer em comparação com a população geral, e risco 84% maior de morte

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Adolescentes e adultos jovens que sobreviveram a um câncer1 têm um risco significativamente aumentado de desenvolver um novo câncer1 e morrer desse câncer1, de acordo com um estudo de base populacional.

Esses sobreviventes de câncer1 mais jovens tiveram um risco 25% maior de incidência2 de câncer1 e um risco 84% maior de morte por câncer1, em comparação com a população em geral, relataram Hyuna Sung, PhD, da American Cancer1 Society e colegas.

Entre mais de 170.000 sobreviventes com idades entre 15 e 39 anos no momento do primeiro diagnóstico3 primário que sobreviveram por pelo menos 5 anos, 13.420 cânceres primários subsequentes e 5.008 mortes ocorreram em um acompanhamento médio de 14,6 anos, observaram os pesquisadores em estudo publicado no Journal of the National Cancer1 Institute.

“A pesquisa sobre cânceres primários subsequentes tem se concentrado principalmente em sobreviventes de câncer1 pediátrico”, disse Sung ao MedPage Today. “Este estudo destaca a necessidade de estratégias de prevenção direcionadas não apenas para sobreviventes de câncer1 pediátrico, mas também para sobreviventes adolescentes e adultos jovens”.

Leia sobre "Câncer1 - informações importantes" e "Câncer1 infantil".

O câncer1 de mama4 foi responsável por 17,8% dos cânceres primários subsequentes, seguido por câncer1 de pulmão5 (10,8%), colorretal (7,6%) e próstata6 (7,1%). O câncer1 de pulmão5 foi a principal causa de morte (23,7%), seguido pelos cânceres de mama4 (8,6%), colorretal (6,9%) e pancreático (6,8%).

O risco geral de desenvolver um câncer1 primário subsequente foi estatisticamente significativamente maior para 20 dos 29 cânceres avaliados no estudo e permaneceu elevado por 20 ou mais anos após o diagnóstico3 para nove dos cânceres. O risco de mortalidade7 foi estatisticamente significativamente maior para 26 cânceres e permaneceu elevado por 20 ou mais anos após o diagnóstico3 para 20 dos cânceres.

No artigo publicado, os pesquisadores contextualizam que falta um exame abrangente da incidência2 e mortalidade7 de cânceres primários subsequentes (CPSs) entre adolescentes e adultos jovens (AAJ) sobreviventes de câncer1 nos EUA.

A incidência2 e mortalidade7 por câncer1 entre 170.404  sobreviventes de câncer1 por ≥5 anos com idades entre 15-39 anos no primeiro diagnóstico3 de câncer1 primário durante 1975-2013 em 9 registros de Vigilância, Epidemiologia e Resultados Finais foram comparados com os da população geral usando razão de incidência2 padronizada (RIP), excesso absoluto de incidência2 (EAI), razão de mortalidade7 padronizada (RMP) e excesso absoluto de mortalidade7 (EAM).

Durante um seguimento médio de 14,6 anos, 13.420 casos de CPS e 5.008 mortes por CPS ocorreram entre os sobreviventes (excluindo o mesmo local que o câncer1 índice), correspondendo a uma incidência2 25% maior (IC 95% = 1,23-1,27; EAI = 10,8 por 10.000) e mortalidade7 84% maior (IC 95% = 1,79-1,89; EAM = 9,2 por 10.000) do que na população geral.

O risco geral de CPS foi estatisticamente significativamente maior para 20 dos 29 cânceres índice para incidência2 e para 26 cânceres para mortalidade7, com a RIP mais alta entre sobreviventes do linfoma8 de Hodgkin do sexo feminino (RIP = 3,05, IC 95% = 2,88-3,24; EAI = 73,0 por 10.000) e a maior RMP entre sobreviventes de câncer1 de intestino delgado9 (RMP = 6,97, IC 95% = 4,80-9,79; EAM = 64,1 por 10.000).

Os riscos de CPS específicos do tipo variaram substancialmente de acordo com os cânceres índice; no entanto, os CPSs da mama4, pulmão5 e colorretal combinados constituíram 36% de todos os casos de CPS e 39% de todas as mortes por CPS, com o câncer1 de pulmão5 sozinho representando 11% e 24% de todos os casos e mortes, respectivamente.

O estudo concluiu que os adolescentes e adultos jovens sobreviventes de câncer1 têm quase duas vezes mais chances de morrer de um novo câncer1 primário do que a população em geral, destacando a necessidade de os médicos da atenção primária priorizarem a prevenção do câncer1 e estratégias de vigilância direcionadas nesses indivíduos.

Veja também sobre "Câncer1 de mama4", "Câncer1 de pulmão5" e "Prevenção do câncer1".

 

Fontes:
Journal of the National Cancer1 Institute, publicação em 04 de maio de 2022.
MedPage Today, notícia publicada em 04 de maio de 2022.

 

NEWS.MED.BR, 2022. Jovens sobreviventes de câncer enfrentam risco 25% maior de novo câncer em comparação com a população geral, e risco 84% maior de morte. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1416300/jovens-sobreviventes-de-cancer-enfrentam-risco-25-maior-de-novo-cancer-em-comparacao-com-a-populacao-geral-e-risco-84-maior-de-morte.htm>. Acesso em: 8 dez. 2022.

Complementos

1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
4 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
5 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
6 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
7 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
8 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
9 Intestino delgado: O intestino delgado é constituído por três partes: duodeno, jejuno e íleo. A partir do intestino delgado, o bolo alimentar é transformado em um líquido pastoso chamado quimo. Com os movimentos desta porção do intestino e com a ação dos sucos pancreático e intestinal, o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Depois do alimento estar transformado em quilo, os produtos úteis para o nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos.
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