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Infartos cerebrais silenciosos impactam na função cognitiva em pacientes com fibrilação atrial

segunda-feira, 21 de março de 2022
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Infartos cerebrais silenciosos impactam na função cognitiva em pacientes com fibrilação atrial

Estudo publicado no European Heart Journal teve como objetivo investigar a associação de lesões cerebrais clinicamente evidentes e silenciosas com a função cognitiva em pacientes com fibrilação atrial (FA).

Foram inscritos 1.227 pacientes com FA em um estudo de coorte multicêntrico prospectivo (Swiss-AF). Os pacientes foram submetidos a ressonância magnética (RM) cerebral padronizada na linha de base e após 2 anos.

Quantificou-se novos pequenos infartos não corticais (PINCs) e grandes infartos não corticais ou corticais (GINCCs), lesões da substância branca (LSB) e micro-hemorragias (MH).

Clinicamente, infartos silenciosos foram definidos como novo PINC/GINCC na RM de acompanhamento em pacientes sem acidente vascular cerebral clínico ou ataque isquêmico transitório (AIT) durante o acompanhamento. A cognição foi avaliada por meio de testes validados.

A média de idade foi de 71 anos, 26,1% eram do sexo feminino e 89,9% estavam anticoagulados. Vinte e oito pacientes (2,3%) sofreram um AVC/AIT durante 2 anos de acompanhamento.

Dos 68 (5,5%) pacientes com ≥1 PINC/GINCC, 60 (88,2%) estavam anticoagulados na linha de base e 58 (85,3%) tiveram um infarto silencioso.

Pacientes com infartos cerebrais tiveram um declínio maior nas alterações de cognição (mediana [intervalo interquartil]) na pontuação Cognitive Construct (-0,12 [-0,22; -0,07]) do que pacientes sem novos infartos cerebrais (0,07 [-0,09; 0,25]).

Novas LSB ou MH não foram associadas ao declínio cognitivo.

Em uma coorte contemporânea de pacientes com fibrilação atrial, 5,5% tiveram um novo infarto cerebral na ressonância magnética após 2 anos. A maioria desses infartos foi clinicamente silencioso e ocorreu em pacientes anticoagulados. Clinicamente, infartos cerebrais evidentes e silenciosos tiveram um impacto semelhante no declínio cognitivo.

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Fonte: European Heart Journal, publicação em 17 de fevereiro de 2022.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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