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A falta de atendimento especializado está associada ao aumento da morbidade e mortalidade em adultos com doenças cardíacas congênitas

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Um estudo publicado no European Heart Journal teve como objetivo fornecer dados de base populacional sobre a prestação de cuidados de saúde1 a adultos com doença cardíaca congênita2 (DCC) e o impacto dos cuidados de cardiologia na morbidade3 e mortalidade4 desta população vulnerável.

Com base em dados administrativos de uma das maiores empresas alemãs de seguro saúde1, todos os pacientes adultos com DCC segurados (<70 anos de idade) foram incluídos. Os pacientes foram estratificados em aqueles acompanhados exclusivamente por médicos de atenção primária (MAPs) e aqueles com acompanhamento cardiológico adicional entre 2014 e 2016.

Saiba mais sobre "Cardiopatias congênitas5" e "Doenças cardiovasculares6".

As associações entre o nível de atendimento e o desfecho foram avaliadas por análises de Cox multivariável / escore de propensão.

No geral, 24.139 pacientes (idade mediana de 43 anos, 54,8% mulheres) foram incluídos. Destes, apenas 49,7% tiveram acompanhamento cardiológico durante o período de 3 anos, com 49,2% dos pacientes sendo atendidos apenas por MAPs e 1,1% sem contato com nenhum destes.

Após ajuste multivariável e de escore de propensão abrangente, pacientes adultos com DCC em acompanhamento cardiológico tiveram um risco significativamente menor de morte (razão de risco [HR] 0,81, intervalo de confiança [IC] de 95% 0,67-0,98; P = 0,03) ou eventos maiores (HR 0,85, IC 95% 0,78-0,92; P <0,001) em comparação com aqueles acompanhados apenas por MAPs.

No acompanhamento de 3 anos, a diferença de risco absoluta para mortalidade4 foi 0,9% maior em pacientes adultos com DCC com lesões7 de complexidade moderada / grave tratados por MAPs em comparação com aqueles em acompanhamento cardiológico.

O estudo concluiu que o atendimento cardiológico em comparação com a atenção primária está associado a uma sobrevida8 superior e a taxas mais baixas de complicações maiores em adultos com doença cardíaca congênita2.

É alarmante que, mesmo em um ambiente de muitos recursos com tratamento especializado bem estabelecido para DCC, aproximadamente 50% dos pacientes contemporâneos com DCC ainda não estão vinculados a cuidados cardíacos regulares.

Quase todos os pacientes tiveram pelo menos um contato com um médico de atenção primária durante o período do estudo, sugerindo que as oportunidades de encaminhar pacientes a especialistas em cardiologia foram perdidas no nível da atenção primária. Mais esforços são necessários para alertar os médicos da atenção primária e os pacientes sobre os cuidados apropriados para adultos com doença cardíaca congênita2.

Leia também sobre "Sete passos para um coração9 saudável" e "Por que fazer um check-up médico".

 

Fonte: European Heart Journal, publicação em 16 de julho de 2021.

 

NEWS.MED.BR, 2021. A falta de atendimento especializado está associada ao aumento da morbidade e mortalidade em adultos com doenças cardíacas congênitas. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1398970/a-falta-de-atendimento-especializado-esta-associada-ao-aumento-da-morbidade-e-mortalidade-em-adultos-com-doencas-cardiacas-congenitas.htm>. Acesso em: 26 out. 2021.

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
3 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
4 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
5 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
6 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
7 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
8 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
9 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
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