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Polipose gastrointestinal pode estar associada à terapia para câncer na infância e em adultos jovens, publicado pelo Cancer Prevention and Research

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Relatórios anteriores pequenos postularam uma ligação entre a polipose gastrointestinal e o tratamento (polipose associada à terapia - PAT) do câncer1 na infância e em adultos jovens (CIAJ), mas esse permanece um fenômeno pouco compreendido.

O objetivo deste estudo, publicado pelo periódico Cancer1 Prevention Research, da American Association for Cancer1 Research, foi descrever o espectro fenotípico2 da PAT em uma coorte3 multi-institucional.

Os casos de PAT foram identificados em oito centros de câncer1 de alto risco. Os casos foram definidos como pacientes com ≥10 pólipos4 gastrointestinais sem alteração causal conhecida da linha germinativa ou síndrome5 de predisposição hereditária ao câncer1 colorretal que tinham histórico de tratamento prévio com quimioterapia6 e/ou radioterapia7 para CIAJ. Foram incluídos 34 casos de PAT (CIAJ original: 27 linfomas de Hodgkin, três neuroblastomas, uma leucemia8 mieloide aguda, um meduloblastoma, um nefroblastoma e um linfoma9 não Hodgkin).

A polipose gastrointestinal foi detectada pela primeira vez em uma mediana de 27 anos (intervalo interquartil, 20-33) após o tratamento de CIAJ. Um total de 12 dos 34 (35%) casos de PAT apresentou ≥50 pólipos4 colorretais. Um total de 32 dos 34 (94%) tinha mais de um tipo de pólipo10 histológico11.

Um total de 25 dos 34 (74%) casos apresentava características clínicas sugestivas de ≥1 síndrome5 de predisposição ao câncer1 colorretal [por exemplo, polipose adenomatosa familiar atenuada (PAF), síndrome5 de polipose serrilhada, manifestações extracolônicas da PAF, câncer1 colorretal por deficiência no reparo de DNA ou polipose hamartomatosa], incluindo 8 dos 34 (24%) com características de múltiplas síndromes.

A PAT é um fenômeno aparentemente adquirido que deve ser considerado em pacientes que desenvolvem polipose significativa sem alteração causal conhecida da linha germinativa, mas que tiveram tratamento prévio para um CIAJ. Pacientes com PAT têm características que podem imitar várias síndromes hereditárias do câncer1 colorretal, sugerindo múltiplos mecanismos biológicos simultâneos, e o reconhecimento desse diagnóstico12 pode ter implicações no risco e na triagem do câncer1.

Veja mais: "Pólipos4 intestinais podem virar câncer1?", "Câncer1 Colorretal" e "Polipose adenomatosa familiar".

 

Fonte: Cancer1 Prevention Research, publicação online em 12 de fevereiro de 2020.

 

NEWS.MED.BR, 2020. Polipose gastrointestinal pode estar associada à terapia para câncer na infância e em adultos jovens, publicado pelo Cancer Prevention and Research. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1363508/polipose-gastrointestinal-pode-estar-associada-a-terapia-para-cancer-na-infancia-e-em-adultos-jovens-publicado-pelo-cancer-prevention-and-research.htm>. Acesso em: 7 abr. 2020.

Complementos

1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Fenotípico: Referente a fenótipo, ou seja, à manifestação visível ou detectável de um genótipo. Características físicas, morfológicas e fisiológicas do organismo.
3 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
4 Pólipos: 1. Em patologia, é o crescimento de tecido pediculado que se desenvolve em uma membrana mucosa (por exemplo, no nariz, bexiga, reto, etc.) em resultado da hipertrofia desta membrana ou como um tumor verdadeiro. 2. Em celenterologia, forma individual, séssil, típica dos cnidários, que se caracteriza pelo corpo formado por um tubo ou cilindro, cuja extremidade oral, dotada de boca e tentáculos, é dirigida para cima, e a extremidade oposta, ou aboral, é fixa.
5 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
6 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
7 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
8 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
9 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
10 Pólipo: 1. Em patologia, é o crescimento de tecido pediculado que se desenvolve em uma membrana mucosa (por exemplo, no nariz, bexiga, reto, etc.) em resultado da hipertrofia desta membrana ou como um tumor verdadeiro. 2. Em celenterologia, forma individual, séssil, típica dos cnidários, que se caracteriza pelo corpo formado por um tubo ou cilindro, cuja extremidade oral, dotada de boca e tentáculos, é dirigida para cima, e a extremidade oposta, ou aboral, é fixa.
11 Histológico: Relativo à histologia, ou seja, relativo à disciplina biomédica que estuda a estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos.
12 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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