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Velocidade de onda de pulso está associada a maior risco de demência em pacientes com comprometimento cognitivo leve

sexta-feira, 19 de julho de 2019
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Velocidade de onda de pulso está associada a maior risco de demência em pacientes com comprometimento cognitivo leve

Em estudo publicado pelo periódico Hypertension, pesquisadores investigaram a associação entre a velocidade de onda de pulso, a espessura médio-intimal, o diâmetro da artéria carótida, as placas carotídeas e a conversão do comprometimento cognitivo leve para a demência.

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Trezentos e setenta e cinco idosos ambulatoriais com comprometimento cognitivo leve foram acompanhados anualmente para examinar a potencial conversão para demência. A função vascular foi avaliada pela velocidade de onda de pulso carotídeo-femoral. A estrutura vascular foi avaliada pela espessura médio-intimal, diâmetro da artéria carótida e placas carotídeas, utilizando uma avaliação ultrassonográfica das artérias carótidas.

Cento e cinco pacientes (28%) converteram-se em demência durante um período médio de seguimento de 4,5 anos. Velocidade de onda de pulso maior foi associada com maior risco de conversão para demência (aumento de 1-DP da velocidade de onda de pulso: hazard ratio, 1,33; IC 95%, 1,04-1,71; P = 0,02), independentemente da idade, sexo, nível educacional, pressão arterial sistólica, doenças cardiovasculares, índice de massa corporal, ingestão de bloqueadores dos canais de cálcio, Mini Exame do Estado Mental no início e status do apoE ε4.

Espessura médio-intimal, placas carotídeas e diâmetro da artéria carótida não predizem conversão para demência (aumento de 1-DP da espessura médio-intimal: hazard ratio, 0,93; IC 95%, 0,73-1,18; P = 0,55; presença de placas carotídeas: hazard ratio, 1,08; IC 95%, 0,62-1,87; P = 0,79; aumento de 1-DP do diâmetro da artéria carótida: hazard ratio, 1,08; IC 95%, 0,89-1,31; P = 0,44).

A velocidade de onda de pulso foi associada à conversão em demência, enquanto a espessura médio-intimal, placas carotídeas ou o diâmetro da artéria carótida não foram, após controle por idade e outros fatores de confusão. A rigidez arterial pode identificar pacientes com comprometimento cognitivo leve com maior risco de demência e pode ser um alvo terapêutico para retardar ou prevenir o aparecimento de demência.

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Fonte: Hypertension, Vol. 72, No. 5, novembro de 2018.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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