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A associação da classificação de pressão arterial em adultos jovens com eventos cardiovasculares futuros

terça-feira, 13 de novembro de 2018
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A associação da classificação de pressão arterial em adultos jovens com eventos cardiovasculares futuros

Pouco se sabe sobre a associação entre nível de pressão arterial (PA) em adultos jovens e eventos de doença cardiovascular (DCV) até a meia-idade.

Foi realizado um estudo, publicado pelo The Journal of the American Association (JAMA), com o objetivo de avaliar se os adultos jovens que desenvolveram hipertensão arterial, definidos pela diretriz da American College of Cardiology (ACC) / American Heart Association (AHA) 2017, antes dos 40 anos de idade, têm maior risco de eventos cardiovasculares em comparação com aqueles que mantiveram a PA normal.

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As análises foram conduzidas no estudo Coronary Artery Risk Development in Young Adults (CARDIA), iniciado em março de 1985. O CARDIA inscreveu 5.115 participantes afro-americanos e brancos, de 18 a 30 anos, de 4 centros dos EUA (Birmingham, Alabama; Chicago, Illinois; Minneapolis, Minnesota e Oakland, Califórnia), com resultados disponíveis até agosto de 2015.

Utilizando a maior pressão arterial (PA) medida do primeiro exame ao exame mais próximo, mas não depois da idade de 40 anos, cada participante foi categorizado como tendo:

  • PA normal: PA sistólica [PAS] não tratada <120 mmHg e PA diastólica [PAD] <80 mmHg; n=2.574.
  • PA elevada: PAS não tratada 120-129 mmHg e PAD <80 mmHg; n=445.
  • Hipertensão em estágio 1: PAS não tratada 130-139 mm Hg ou PAD 80-89 mmHg; n=1.194.
  • Hipertensão em estágio 2: PAS ≥ 140 mmHg, PAD ≥ 90 mmHg ou uso de medicação anti-hipertensiva; n=638.

Os principais desfechos e medidas foram eventos cardiovasculares incluindo: doença coronariana (DAC) fatal e não fatal, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, ataque isquêmico transitório ou intervenção para doença arterial periférica (DAP).

A coorte final incluiu 4.851 adultos (a idade média quando o acompanhamento para os desfechos começou era de 35,7 anos [DP 3,6]; 2.657 mulheres [55%]; 2.441 afro-americanos [50%]; 206 usando medicação anti-hipertensiva [4%]).

Durante um acompanhamento médio de 18,8 anos, ocorreram 228 eventos cardiovasculares incidentes (DAC, 109; acidente vascular cerebral, 63; insuficiência cardíaca, 48; DAP, 8).

As taxas de incidência de eventos cardiovasculares (CV) para PA normal, PA elevada, hipertensão estágio 1 e hipertensão estágio 2 foram de 1,37 (IC 95%, 1,07-1,75), 2,74 (IC 95%, 1,78-4,20), 3,15 (IC 95%, 2,47-4,02) e 8,04 (IC 95%, 6,45-10,03) por 1000 pessoas-ano, respectivamente.

Após ajuste multivariado, as razões de risco para eventos CV para PA elevada, hipertensão estágio 1 e hipertensão estágio 2 versus pressão arterial normal foram 1,67 (95% CI, 1,01-2,77), 1,75 (IC 95%, 1,22-2,53) e 3,49 (IC95%, 2,42-5,05), respectivamente.

Concluiu-se que entre os adultos jovens, aqueles com pressão arterial elevada, hipertensão estágio 1 e hipertensão estágio 2 antes dos 40 anos, conforme definido pela classificação da pressão arterial nas diretrizes do American College of Cardiology / American Heart Association (ACC/AHA) de 2017, tiveram risco significativamente maior de eventos cardiovasculares subsequentes em comparação com aqueles com pressão arterial normal antes dos 40 anos de idade. Isto significa que a classificação da pressão arterial pela diretriz de pressão arterial ACC/AHA 2017 pode ajudar a identificar adultos jovens com maior risco de sofrerem eventos cardiovasculares.

Leia sobre "Doença arterial coronariana", "Insuficiência cardíaca", "Acidente vascular cerebral" e "Doença arterial periférica".

 

Fonte: JAMA Network, em 6 de dezembro de 2018

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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