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Terapêutica tripla no tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica reduz exacerbações dos sintomas

segunda-feira, 19 de novembro de 2018
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Terapêutica tripla no tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica reduz exacerbações dos sintomas

Com o objetivo de comparar a taxa de exacerbações sintomáticas moderadas a graves entre terapia tripla, terapia dupla ou monoterapia em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), foi realizada uma revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados, incluindo dados disponíveis nas bases de dados PubMed, Embase, Cochrane e registros de ensaios clínicos pesquisados desde o início até abril de 2018.

Ensaios clínicos randomizados comparando terapia tripla com terapia dupla ou com monoterapia em pacientes com DPOC foram elegíveis para a revisão. Eficácia e resultados de segurança de interesse também estavam disponíveis.

Os dados foram coletados de forma independente. Metanálises foram realizadas para calcular os riscos relativos, as razões de risco e as diferenças médias com intervalos de confiança de 95%. A qualidade das evidências foi resumida de acordo com a metodologia GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation).

No total 21 ensaios (19 publicações) foram incluídos. A terapia tripla consistiu de um antagonista muscarínico de ação prolongada (LAMA), β agonista de longa ação (LABA) e corticosteroide inalatório (ICS). A terapia tripla foi associada com uma taxa significativamente reduzida de exacerbações moderadas ou graves em comparação à monoterapia LAMA, terapia dupla com LAMA e LABA e terapia dupla com ICS e LABA. O volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) e a qualidade de vida foram favoráveis com a terapia tripla. O perfil geral de segurança da terapia tripla é reconfortante, mas a pneumonia foi significativamente maior com este tipo de terapia do que com a terapia dupla de LAMA e LABA (risco relativo 1,53; intervalo de confiança de 95% 1,25 a 1,87).

O uso da terapia tripla resultou em uma taxa mais baixa de exacerbações moderadas ou graves da DPOC, melhor função pulmonar e melhor qualidade de vida relacionada à saúde do que a terapia dupla ou monoterapia em pacientes com DPOC avançada.

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Fonte: BMJ, em 6 de novembro de 2018

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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