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O uso domiciliar de produtos de limpeza na forma de spray aumenta a chance de desenvolver asma

segunda-feira, 15 de outubro de 2007
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O uso domiciliar de produtos de limpeza na forma de spray aumenta a chance de desenvolver asma

O uso profissional de certos produtos de limpeza já havia sido associado à asma, mas os efeitos respiratórios do uso não profissional desses produtos são raramente estudados. Estudo longitudinal, publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine deste mês, mostra que o uso domiciliar de produtos de limpeza na forma de spray pode ser um importante fator de risco para o desenvolvimento da doença.

O European Community Respiratory Health Survey realizou uma pesquisa em dez países com o objetivo de investigar o risco de desenvovimento de asma associado ao uso domiciliar de produtos de limpeza na forma de spray. Foram identificadas 3.503 pessoas que usavam produtos de limpeza em suas casas e que não tinham asma no início do estudo. Foi observada a incidência da doença, definida por diagnóstico médico, sintomas ou uso de medicação.

O uso de produtos de limpeza uma vez por semana (42% dos participantes) foi associado a uma maior incidência de sintomas de asma ou uso de medicação para a doença. O diagnóstico médico foi mais freqüente entre aqueles que usaram sprays em pelo menos 4 dias durante a semana. Essas associações são consistentes para subgrupos e não são modificadas por atopias. O risco de desenvolver a doença aumenta de acordo com a freqüência de uso e número de diferentes produtos utilizados. O risco foi predominante para o uso de produtos para limpeza de vidros, lustra-móveis e sprays para perfumar o ambiente.

Não estão associados ao risco de asma os produtos de limpeza em outros formatos (sem ser spray).

 

Fonte: American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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