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Consumo diário de óleo de fígado de bacalhau pode reduzir sintomas depressivos

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Estudo publicado no Journal of Affective Disorders relata que, por ser rico em ácidos graxos ômega 3, o consumo diário de uma colher de óleo de fígado1 de bacalhau pode reduzir sintomas2 de depressão e ansiedade. O trabalho também sugere que as pessoas que consomem o óleo de fígado1 de bacalhau por mais tempo ficam menos deprimidas.

Foram usados dados do estudo “The Hordaland Health Study ‘97–'99” (HUSK), realizado na Noruega com 21.835 pessoas com idade entre 40–49 e 70–74 anos. Os sintomas2 de depressão e ansiedade foram avaliados pela escala “Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS)”.

Os usuários de óleo de fígado1 de bacalhau tinham uma possibilidade significativamente menor de apresentar sintomas2 depressivos do que os que não usavam o produto, depois de ajustes para fatores que podem confundir os resultados, como idade, sexo, hábito de fumar, consumo de café, consumo de álcool, atividade física e educação.

Entre os participantes do estudo, 8,9% consumiam óleo de fígado1 de bacalhau diariamente. Sintomas2 depressivos atingiram 2,5% dos usuários de óleo de fígado1 de bacalhau, comparados a 3,8% no resto da população. Além disso, a prevalência3 de altos níveis de sintomas2 depressivos diminuía com o aumento na duração (0-12 meses) do uso de óleo de fígado1 de bacalhau. Esta última associação só foi estudada na população com idade entre 40 a 46 anos.

 

Fonte: Journal of Affective Disorders

NEWS.MED.BR, 2007. Consumo diário de óleo de fígado de bacalhau pode reduzir sintomas depressivos. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/11368/consumo-diario-de-oleo-de-figado-de-bacalhau-pode-reduzir-sintomas-depressivos.htm>. Acesso em: 21 nov. 2019.

Complementos

1 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
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