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NCRI Cancer Conference: ter filhos diminui o risco de câncer de ovário

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Quanto mais filhos uma mulher tem, mais baixo o seu risco de desenvolver câncer1 de ovário2, sugere um novo estudo apresentado na National Cancer1 Research Institute (NCRI) Cancer1 Conference 2015, em Liverpool. O estudo também descobriu que o risco é menor em mulheres cujas trompas de Falópio foram amarradas, ou seja, em mulheres que fizeram laqueadura tubária.

Pesquisadores britânicos analisaram dados de mais de 8.000 mulheres para determinar fatores de risco para os quatro tipos mais comuns de câncer1 de ovário2: seroso, mucinoso, endometrioide e tumores de células3 claras.

Nos últimos anos, a compreensão do câncer1 de ovário2 foi revolucionada por uma pesquisa que mostrou que muitos casos podem, de fato, não surgir a partir dos ovários4. Por exemplo, muitos tumores serosos de alto grau, o tipo mais comum, parecem começar nas trompas de falópio, enquanto alguns tumores endometrioides e de células3 claras podem se desenvolver a partir de focos de endometriose5, segundo a pesquisadora líder da pesquisa Dra. Kezia Gaitskell, em um comunicado ao Cancer1 Research UK.

Em comparação com as mulheres sem filhos, aquelas com uma criança apresentaram um risco global 20% menor de câncer1 de ovário2 e um risco 40% menor de tumores endometrioides e de células3 claras. Cada criança adicional ofereceu uma redução de mais 8% no risco geral de câncer1 de ovário2, diz Gaitskell, patologista6 da University of Oxford's Cancer1 Epidemiology Unit.

Outras investigações mostraram que mulheres que fizeram laqueadura tubária tiveram um risco global 20% menor de câncer1 de ovário2, um risco 20% menor para os tumores serosos de alto risco e um risco 50% menor para tumores endometrioides e de células3 claras.

É importante salientar que pesquisas apresentadas em conferências são consideradas preliminares, pois não foram avaliadas com os rigores de artigos publicados em periódicos médicos. Além disso, este estudo não mostra uma ligação de causa e efeito entre o número de crianças e o risco de uma mulher ter câncer1 de ovário2.

Acredita-se que o risco aumentado entre as mulheres sem filhos pode estar relacionado com a infertilidade7. Quanto à redução do risco entre as mulheres com ligadura tubária pode ser devido à prevenção de células3 que causam tumores atingirem os ovários4.

Fonte: NCRI Cancer1 Conference, em 2 de novembro de 2015 

NEWS.MED.BR, 2015. NCRI Cancer Conference: ter filhos diminui o risco de câncer de ovário. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/809654/ncri-cancer-conference-ter-filhos-diminui-o-risco-de-cancer-de-ovario.htm>. Acesso em: 15 set. 2019.

Complementos

1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
5 Endometriose: Doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto ), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga e parede da pélvis.
6 Patologista: Estudioso ou especialista em patologia, que é a especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo.
7 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
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