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OMS: reforço de vacinação contra a febre amarela não é necessário

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Reforço de vacinação contra a febre amarela1, aplicado dez anos após a vacinação inicial, não é necessário, de acordo com a Organização Mundial de Saúde2 (OMS). Um artigo publicado no WHO’s Weekly Epidemiological Record revela que o grupo Organization’s Strategic Advisory Group of Experts on Immunization (SAGE) revisou as últimas provas e concluiu que uma única dose da vacina3 é suficiente para conferir imunidade4 contra a doença da febre amarela1 ao longo da vida.

Desde que a vacinação contra a febre amarela1 começou, em 1930, apenas 12 casos conhecidos de febre amarela1 pós-vacinal foram identificados, depois que 600 milhões de doses foram dispensadas. Evidências mostraram que entre este pequeno número de "falhas de vacinas", todos os casos desenvolveram a doença dentro de cinco anos após a vacinação. Isto demonstra que a imunidade4 não diminui com o tempo.

"A orientação convencional tem sido que a vacinação contra a febre amarela1 deve ser reforçada após dez anos," diz a Dra. Helen Rees, presidente do SAGE. "Avaliando evidências muito confiáveis, ficou bastante claro para o SAGE que, na verdade, uma única dose de vacina3 contra febre amarela1 é eficaz. Isto é extremamente importante para os países onde a febre amarela1 é endêmica, porque vai permitir-lhes reconsiderar a sua política de vacinação. Isto também é muito importante para os viajantes."

A febre amarela1 é uma doença hemorrágica5 viral aguda, transmitida por mosquitos infectados que é endêmica em 44 países em áreas tropicais da África e das Américas. A infecção6 pelo vírus7 da febre amarela1 provoca diferentes graus de doença, desde sintomas8 leves até doença grave, como as formas hemorrágicas9 e ictéricas, podendo levar à morte.

Há uma estimativa de 200.000 novos casos de febre amarela1 em todo o mundo a cada ano. Cerca de 15% das pessoas infectadas evoluem para uma forma grave da doença e cerca de metade deles morrem, já que não há cura para a febre amarela1. O tratamento destina-se simplesmente a reduzir o desconforto dos pacientes.

A grande maioria dos casos e das mortes ocorre na África subsaariana. Em regiões endêmicas da África, a imunidade4 natural contra a doença é adquirida com a idade, colocando as crianças em risco particularmente aumentado para a doença. Ao longo das últimas duas décadas, o número de casos de febre amarela1 em todo o mundo tem aumentado devido à diminuição da imunidade4 da população às infecções10, ao desmatamento, à urbanização, aos movimentos da população e às mudanças climáticas.

A vacinação é considerada a medida mais importante e eficaz contra a febre amarela1. A imunidade4 protetora é desenvolvida dentro de 30 dias após receberem a vacina3, para 99% das pessoas vacinadas.

O SAGE é o principal grupo da OMS de consultoria sobre vacinas e imunizações, ele estuda e avalia todas as doenças preveníveis por vacinas, incluindo aquelas que fazem parte da imunização11 infantil.

Fonte: Organização Mundial de Saúde2, 17 de maio de 2013 

NEWS.MED.BR, 2013. OMS: reforço de vacinação contra a febre amarela não é necessário. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/354499/oms-reforco-de-vacinacao-contra-a-febre-amarela-nao-e-necessario.htm>. Acesso em: 18 set. 2019.

Complementos

1 Febre Amarela: Doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África. Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina). A única forma de prevenção é a vacinação contra a doença.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
4 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
5 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
6 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
7 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
10 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
11 Imunização: Processo mediante o qual se adquire, de forma natural ou artificial, a capacidade de defender-se perante uma determinada agressão bacteriana, viral ou parasitária. O exemplo mais comum de imunização é a vacinação contra diversas doenças (sarampo, coqueluche, gripe, etc.).
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