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Malária: mosquito geneticamente modificado pode evitar a transmissão da doença, segundo publicação da revista Nature

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Cientistas do Imperial College, de Londres, e da Universidade de Washington, em Seattle, descobriram como alterar o código genético de alguns mosquitos do gênero Anopheles para impedi-los de transmitir o parasita1 da malária, o Plasmodium falciparum. Tais alterações podem ser transmitidas para grandes populações de mosquitos em poucas gerações na natureza, evitando a transmissão da doença.

O estudo, publicado na revista Nature, mostra que um elemento genético modificado, conhecido como I-SceI, pode ser incorporado ao DNA de mosquitos em cativeiro, sendo transferido a outras gerações na natureza. Os mosquitos transgênicos teriam alterações genéticas que impediriam que eles fossem portadores do parasita1 da malária, o Plasmodium, e infectassem humanos através das picadas das fêmeas.

No presente estudo, foi usado um gene fluorescente verde para monitorar a manipulação genética e sua transmissão a outras gerações. Agora, a equipe de pesquisadores estudará genes que o mosquito usa para se reproduzir ou para transmitir a doença.

A malária é uma doença infecciosa causada pelo protozoário2 Plamodium, que é transmitido pela picada de fêmeas de mosquitos infectados. O parasita1 se multiplica no fígado3 e infecta as células sanguíneas4. A doença afeta mais de 240 milhões de pessoas por ano, matando cerca de um milhão delas. Não existe vacina5. A prevenção é feita por pesticidas e mosquiteiros.

Fonte: Nature

NEWS.MED.BR, 2011. Malária: mosquito geneticamente modificado pode evitar a transmissão da doença, segundo publicação da revista Nature. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/179010/malaria-mosquito-geneticamente-modificado-pode-evitar-a-transmissao-da-doenca-segundo-publicacao-da-revista-nature.htm>. Acesso em: 15 nov. 2019.

Complementos

1 Parasita: Organismo uni ou multicelular que vive às custas de outro, denominado hospedeiro. A presença de parasitos em um hospedeiro pode produzir diferentes doenças dependendo do tipo de afecção produzida, do estado geral de saúde do hospedeiro, de mecanismos imunológicos envolvidos, etc. São exemplos de parasitas: a sarna, os piolhos, os áscaris (lombrigas), as tênias (solitárias), etc.
2 Protozoário: Filo do reino animal, de classificação suplantada, que reunia uma grande parcela dos seres unicelulares que possuem organelas celulares envolvidas por membrana. Atualmente, este grupo consiste em muitos e diferentes filos unicelulares incorporados pelo reino protista.
3 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
4 Células Sanguíneas: Células encontradas no líquido corpóreo circulando por toda parte do SISTEMA CARDIOVASCULAR.
5 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
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