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Mortes e anos de vida potencial perdidos por consumo excessivo de álcool - Estados Unidos, 2011–2015

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O consumo excessivo de álcool é responsável por mais de 93.000 mortes anualmente nos Estados Unidos. Em média, 29 anos de vida são perdidos por morte, mostra um novo relatório.

A maioria dessas mortes envolveu homens e aproximadamente 80% envolveram adultos com 35 anos ou mais.

O estudo, publicado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) no Relatório Semanal de Morbidade1 e Mortalidade2, utilizou dados do aplicativo Impacto das Doenças Relacionadas ao Álcool (IDRA) para estimar a média de mortes anuais, bem como os anos de vida potencial perdidos (AVPP), entre 2011 e 2015 no país e nos estados.

Incluídas foram as mortes da pessoa que consumiu o álcool, bem como as mortes resultantes do uso de álcool por outra pessoa, como passageiros mortos em acidentes de automóvel ou a morte de uma criança causada pelo consumo de álcool por uma mãe grávida.

Saiba mais sobre "Alcoolismo" e "Como manter mais baixo o risco do consumo de bebidas alcoólicas"

O que já se sabe sobre esse tópico3?

O consumo excessivo de álcool é uma das principais causas de morte evitável nos Estados Unidos e está associado a inúmeros problemas sociais e de saúde4. Os custos associados a ele, como os de perdas na produtividade no local de trabalho, gastos com saúde4 e justiça criminal, foram de US$ 249 bilhões em 2010.

O que é adicionado pelo relatório do CDC?

Durante o período 2011-2015, o consumo excessivo foi responsável por uma média de 93.296 mortes (255 por dia) e 2,7 milhões de anos de vida potencial perdidos (29 anos perdidos por morte, em média) nos Estados Unidos a cada ano.

Dessas mortes, 54,7% (n = 51.078) foram causadas por doenças crônicas relacionadas ao álcool – mais proeminentemente, doença hepática5 atribuível ao álcool (n = 18.164).

Os outros 45,2% dos óbitos (n = 42.218) foram causados por condições agudas. Envenenamentos envolvendo outra substância, como overdose de drogas, foram a principal causa de mortes no geral (n = 11.839) e entre as mulheres (n = 4.315). O suicídio associado ao uso excessivo de álcool foi a principal causa de morte entre os homens (n = 7.711).

Entre as mortes atribuíveis ao álcool:

  • 71,3% (n = 66.519) envolveram homens
  • 56,1% (n = 52.361) envolveram adultos de 35 a 64 anos
  • 26,5% (n = 24.766) envolveram adultos com 65 anos ou mais
  • 14,9% (n = 13.910) envolveram adultos de 24 a 34 anos

A cada ano, havia uma média de 2,7 milhões de AVPP (29 anos de vida perdidos por morte). Destes:

  • 41,1% (1,1 milhão) foram causados por condições crônicas
  • 58,8% (1,6 milhões) foram causados por condições agudas
  • 70,8% (1,9 milhões) envolveram homens

Quais são as implicações para a prática de saúde4 pública?

A ampla implementação de estratégias de prevenção, incluindo as recomendadas pela Força-Tarefa de Serviços Preventivos Comunitários (por exemplo, aumentar os impostos sobre o álcool e regular o número e a concentração de locais que vendem álcool), poderia ajudar a reduzir as mortes e anos de vida potencial perdidos por beber em excesso.

Tais estratégias podem complementar outras estratégias de prevenção baseadas na população que se concentram em comportamentos de risco à saúde4 que geralmente estão associados ao consumo excessivo de álcool, incluindo práticas de prescrição mais seguras para reduzir o uso indevido de opioides e overdoses e intervenções para reduzir a direção prejudicada pelo álcool.

Leia sobre "Hepatite6 alcoólica", "Cirrose7 hepática5", "Esteatose hepática8" e "Interação entre álcool e drogas psicotrópicas".

 

Fontes:
CDC, publicação em 31 de julho de 2020.
Medscape, notícia publicada em 31 de julho de 2020.

 

NEWS.MED.BR, 2020. Mortes e anos de vida potencial perdidos por consumo excessivo de álcool - Estados Unidos, 2011–2015. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/1375253/mortes-e-anos-de-vida-potencial-perdidos-por-consumo-excessivo-de-alcool-estados-unidos-2011-2015.htm>. Acesso em: 25 nov. 2020.

Complementos

1 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
2 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
3 Tópico: Referente a uma área delimitada. De ação limitada à mesma. Diz-se dos medicamentos de uso local, como pomadas, loções, pós, soluções, etc.
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
6 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
7 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
8 Esteatose hepática: Esteatose hepática ou “fígado gorduroso“ é o acúmulo de gorduras nas células do fígado.
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