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Farmácia que fabricou lidocaína é interditada em Minas

quarta-feira, 17 de agosto de 2005
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Farmácia que fabricou lidocaína é interditada em Minas

A Vigilância Sanitária de Minas Gerais interditou ontem, 16 de agosto, a Farmácia de Manipulação Neoativa, que fabricou a lidocaína suspeita de causar a morte de três pessoas, na Bahia. O anestésico era produzido em grande escala e distribuído pela empresa Medicminas Equipamentos Médicos Ltda, que colocava seu rótulo no produto e o revendia para os estabelecimentos de saúde. O procedimento é ilegal, pois farmácias de manipulação só podem vender medicamentos mediante prescrição médica e são proibidas de produzi-los em grande quantidade.

Na segunda-feira, 15 de agosto, a distribuidora Medicminas foi interditada pela vigilância por não possuir autorização de funcionamento, concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em ação integrada com as vigilâncias sanitárias estaduais de Minas Gerais e Bahia, a Anvisa continua investigando a causa das mortes. A suspensão de comercialização e uso dos medicamentos Lidocaína spray 500 ml, Lidocaína 10% solução 500ml e Lidocaína 2% Gel 120g prevalece até que as análises laboratoriais sejam concluídas.

Na última sexta-feira, dia 12, no hospital do município de Itagibá, sul da Bahia, três pessoas morreram e outras 12 se sentiram mal após tomar o medicamento. As 15 pessoas apresentaram dores de cabeça e tonturas uma hora depois de receber o anestésico, utilizado para diminuir o desconforto e os reflexos do esôfago durante os exames de endoscopia.

As determinações da Anvisa não comprometem a realização de exames de endoscopia, desde que a lidocaína utilizada não seja das empresas interditadas.

Qualquer relato de reações adversas por uso desses medicamentos deve ser notificado à agência, pelo portal www.anvisa.gov.br, no link Eventos Adversos.

Fonte: Ministério da Saúde

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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