Atalho: 5DJL5CA
Gostou do artigo? Compartilhe!

NEJM: monoterapia com infliximabe ou associação de infliximabe e azatioprina são melhores para a remissão da doença de Crohn, sem o uso de corticoides, do que a monoterapia com azatioprina

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie esta notícia

Estudo publicado no The New England Journal of Medicine mostra que a monoterapia com infliximabe ou a associação de infliximabe e azatioprina levam a mais remissões clínicas da doença de Crohn1, sem o uso de corticoides, do que a monoterapia com azatioprina em pacientes com doença moderada ou severa.

O estudo duplo-cego2 e randomizado3 contou com a participação de 508 adultos com doença de Crohn1 moderada ou severa que não tinham usado previamente imunossupressores ou terapia biológica. Foi avaliada a eficácia da monoterapia com azatioprina, monoterapia com infliximabe ou a associação destas duas medicações.

Dos 169 pacientes recebendo terapia combinada4, 56,8% (96 de 169 pacientes) apresentavam remissão clínica, sem o uso de corticoides, na 26ª semana do acompanhamento, comparados a 44,4% (75 de 169 pacientes) dos que receberam monoterapia com infliximabe e 30% (51 de 170 pacientes) dos que receberam apenas azatioprina.

Os resultados mostram que a monoterapia com infliximabe ou a associação de infliximabe e azatioprina levam a mais remissões clínicas, sem o uso de corticoides, em pacientes com doença de Crohn1 moderada ou severa comparados à monoterapia com azatioprina.

Fonte: The New England Journal of Medicine, volume 362 de 15 de abril de 2010.

NEWS.MED.BR, 2010. NEJM: monoterapia com infliximabe ou associação de infliximabe e azatioprina são melhores para a remissão da doença de Crohn, sem o uso de corticoides, do que a monoterapia com azatioprina. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/pharma-news/58089/nejm-monoterapia-com-infliximabe-ou-associacao-de-infliximabe-e-azatioprina-sao-melhores-para-a-remissao-da-doenca-de-crohn-sem-o-uso-de-corticoides-do-que-a-monoterapia-com-azatioprina.htm>. Acesso em: 26 jan. 2020.

Complementos

1 Doença de Crohn: Doença inflamatória crônica do intestino que acomete geralmente o íleo e o cólon, embora possa afetar qualquer outra parte do intestino. A doença cursa com períodos de remissão sintomática e outros de agravamento. Na maioria dos casos, a doença de Crohn é de intensidade moderada e se torna bem controlada pela medicação, tornando possível uma vida razoavelmente normal para seu portador. A causa da doença de Crohn ainda não é totalmente conhecida. Os sintomas mais comuns são: dor abdominal, diarreia, perda de peso, febre moderada, sensação de distensão abdominal, perda de apetite e de peso.
2 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
3 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
4 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
Gostou do artigo? Compartilhe!

Complementos

25/04/2010 - Complemento feito por Laísa
Re: NEJM: monoterapia com infliximabe ou associação de infliximabe e azatioprina são melhores para a remissão da doença de Crohn, sem o uso de corticoides, do que a monoterapia com azatioprina
Uso Infliximabe a alguns meses e já existe uma grande diferença do tempo em que tomava apenas os cortecóides. Para quem tem medo de tomar por ser por via endovenosa, pode perder esse medo pois é bastante simples e eficaz.

22/04/2010 - Complemento feito por Domicio
Re: NEJM: monoterapia com infliximabe ou associação de infliximabe e azatioprina são melhores para a remissão da doença de Crohn, sem o uso de corticoides, do que a monoterapia com azatioprina
Obrigado; Neste dia 20/04 faço 39 anos minha filha é portadora de crohn tem 3 anos descobrimos recentemente ,o corticóide ja não faz o efeito desejado, então sua médica prescreveu o uso do infliximabe , até agora estavamos inseguro qto. ao uso deste medicamento para retira do corticóide
diante desta noticia ficamos mais tranquilo e agradecidos.Se possivel envia-nos mais detalhes qto as reações que pode acontecer.

  • Entrar
  • Assinar