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Confirmado o alto risco de tromboembolismo venoso em obesos

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A obesidade1 aumenta o risco de tromboembolismo2 venoso em homens e mulheres, apresentando-se como fator de risco3 particularmente alto em indivíduos com menos de 40 anos, de acordo com uma pesquisa publicada em setembro de 2005 no The American Journal of Medicine.

A obesidade1 foi associada pela primeira vez à embolia4 pulmonar fatal em 1927. O Dr. Paul D. Stein do St. Joseph Mercy Hospital em Pontiac, Michigan, e colaboradores observaram evidências de que o excesso de peso pode também aumentar o risco de trombose venosa profunda5, apesar das dificuldades para verificar esta associação.

Para investigar se a obesidade1 é um fator de risco3 independente para tromboembolismo2 venoso, o Dr. Stein e sua equipe revisaram dados do National Hospital Discharge Survey de 1979 a 1999, os quais incluíram informações sobre mais de 12 milhões de pacientes diagnosticados com obesidade1 no CID-9 e cerca de 700 milhões de pacientes sem o diagnóstico6 de obesidade1.

Pacientes obesos tiveram trombose7 venosa 2,5 vezes mais que indíviduos não obesos e o risco relativo para embolia4 pulmonar foi de 2,21. Da mesma forma que pesquisas prévias haviam sugerido, o risco relativo para mulheres com trombose venosa profunda5 foi maior do que o dos homens: 2,75 contra 2,02, respectivamente.

O efeito da obesidade1 aumenta substancialmente entre indivíduos com menos de 40 anos, os quais têm risco 5 vezes maior de trombose venosa profunda5 ou embolia4 pulmonar se comparados a pacientes mais velhos. Novamente o risco foi maior entre as mulheres. Pessoas do sexo feminino obesas com menos de 40 anos têm risco 6 a 10 vezes maior para trombose venosa profunda5 se comparadas a mulheres jovens não obesas. Em homens obesos e jovens, o risco é 3,71 vezes maior.

Devido ao fato do diagnóstico6 de embolia4 pulmonar ser freqüentemente esquecido, o Dr. Stein diz que os achados deste estudo podem “alertar os médicos para a possibilidade deste diagnóstico6 em pacientes obesos”.

 

Fonte: The American Journal of Medicine

NEWS.MED.BR, 2005. Confirmado o alto risco de tromboembolismo venoso em obesos. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/876/confirmado-o-alto-risco-de-tromboembolismo-venoso-em-obesos.htm>. Acesso em: 11 ago. 2020.

Complementos

1 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
2 Tromboembolismo: Doença produzida pela impactação de um fragmento de um trombo. É produzida quando este se desprende de seu lugar de origem, e é levado pela corrente sangüínea até produzir a oclusão de uma artéria distante do local de origem do trombo. Esta oclusão pode ter diversas conseqüências, desde leves até fatais, dependendo do tamanho do vaso ocluído e do tipo de circulação do órgão onde se deu a oclusão.
3 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
4 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
5 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
6 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
7 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
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