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Células glandulares atípicas encontradas no rastreamento do câncer do colo do útero e o risco de câncer cervical invasivo

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
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Células glandulares atípicas encontradas no rastreamento do câncer do colo do útero e o risco de câncer cervical invasivo

Mais de 3 milhões de mulheres, com idades entre 23 e 59 anos, residentes na Suécia, entre 1° de janeiro de 1980 e 1° de julho de 2011 e que tinham registro de exame citológico cervical, participaram do estudo publicado pelo British Medical Journal (BMJ). Destas, 2.899.968 mulheres tiveram resultados normais na citologia no primeiro registro de triagem. O primeiro resultado anormal registrado foi de células glandulares atípicas (CGA) em 14.625, lesões escamosas intraepiteliais de alto grau (LIEAG) em 65.633 e lesões escamosas intraepiteliais de baixo grau (LIEBG) em 244.168 mulheres.

Os principais resultados analisados foram: a incidência cumulativa de câncer cervical invasivo em 15,5 anos; a proporção de câncer cervical invasivo no prazo de seis meses após anormalidade (prevalência); a taxa de incidência bruta para o câncer cervical invasivo em 0,5-15,5 anos de acompanhamento; a taxa de incidência em comparação com as mulheres com citologia normal estimada pela regressão de Poisson ajustada para idade e estratificada por histopatologia do câncer; e a distribuição de avaliação clínica no prazo de seis meses após a anormalidade.

A prevalência de câncer cervical foi de 1,4% para as mulheres com CGA, a qual foi menor do que para as mulheres com LIEAG (2,5%), mas superior ao de mulheres com LIEBG (0,2%). O adenocarcinoma foi responsável por 73,2% dos casos prevalentes associados às CGA. A taxa de incidência de câncer cervical invasivo após CGA foi significativamente maior do que para as mulheres com resultados normais na citologia para até 15,5 anos e maior que LIEAG e LIEBG para até 6,5 anos. A taxa de incidência de adenocarcinoma foi 61 vezes maior do que para as mulheres com resultados normais de citologia na primeira rodada de triagem após CGA e manteve-se nove vezes mais elevada para até 15,5 anos. A incidência e a prevalência do câncer cervical invasivo foram maiores quando as CGA foram encontradas em idades entre 30 e 39 anos. Apenas 54% das mulheres com CGA foram submetidas à avaliação histológica no prazo de seis meses, muito menos do que depois de LIEAG (86%). Entre as mulheres com avaliação histológica no prazo de seis meses, a taxa de incidência de câncer cervical após CGA foi significativamente maior do que após LIEAG para até 6,5 anos.

Concluiu-se que o encontro de CGA no rastreio do câncer do colo do útero está associado a um elevado e persistente risco de câncer de colo do útero por até 15 anos, particularmente para o adenocarcinoma do colo do útero e para as mulheres com CGA entre 30 e 39 anos. Em comparação com a redução do risco de câncer cervical visto após o manejo das LIEAG, a gestão das CGA parece ter sido abaixo do ideal na prevenção do câncer cervical.

 

Fonte: British Medical Journal, de 11 de fevereiro de 2016

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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