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Associação entre diabetes e exposição a pesticidas: revisão sistemática e meta-análise

sexta-feira, 2 de outubro de 2015
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Associação entre diabetes e exposição a pesticidas: revisão sistemática e meta-análise

Diabetes mellitus é uma epidemia mundial, que afeta atualmente mais de 350 milhões de pessoas e deverá chegar a 550 milhões em 2050. Ela representa um grande desafio para a saúde pública global. A etiologia da diabetes é considerada uma interação entre fatores genéticos e ambientais. Algumas evidências sugerem que os contaminantes ambientais, incluindo pesticidas desempenham um papel importante na patogênese da diabetes.

Foi realizada uma revisão sistemática de estudos observacionais que avaliaram as associações entre a exposição a pesticidas e a diabetes, apresentada na European Association for the Study of Diabetes 51st Annual Meeting.

Uma pesquisa abrangente da literatura com artigos relativos à exposição a pesticidas e qualquer resultado em saúde, publicados até dezembro de 2014, sem restrição de linguagem, foi conduzida. A associação entre a exposição a qualquer pesticida e a todos os tipos de diabetes foi examinada. Análises separadas para os estudos que recrutaram apenas pacientes com diabetes tipo 2 (DM2) foram realizadas.

Foram identificados 21 estudos que avaliaram a associação entre pesticidas e diabetes, em um total de 66.714 indivíduos (5.066 casos/61.648 controles). A maioria dos estudos não relatou o tipo específico de diabetes. Após análises estatísticas, concluiu-se que a exposição a vários tipos de pesticidas aumenta o risco de diabetes. Analisando cada pesticida separadamente observa-se que alguns pesticidas são mais prováveis de contribuir para o desenvolvimento de diabetes do que outros.

Fonte: European Association for the Study of Diabetes 51st Annual Meeting

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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