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Pediatrics: avaliação da toxicidade musculoesquelética após cinco anos do tratamento com levofloxacina em crianças

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As preocupações de segurança para uso das fluoroquinolonas começaram a existir a partir de estudos com animais que demonstraram lesão1 da cartilagem2 nas articulações3 de suporte de peso, dependente da dose e da duração do tratamento. Para as crianças tratadas com levofloxacina ou outros medicamentos que servem de base comparativa em estudos comparativos e randomizados para otite4 média aguda e pneumonia5 adquirida na comunidade, este estudo de segurança de seguimento de cinco anos foi desenhado para avaliar a presença/ausência de lesão1 da cartilagem2.

Crianças matriculadas em estudos de tratamento também foram incluídas em um ano de acompanhamento no estudo de segurança do uso de fluoroquinolonas, que focou em eventos adversos musculoesqueléticos (EAME). Aquelas com EAMEs persistentes, distúrbios musculoesqueléticos definidos no protocolo ou de preocupação para o Data Safety and Monitoring Committee, foram solicitadas a se inscreverem para mais quatro anos de acompanhamento, o objeto do presente relatório publicado no periódico Pediatrics.

Dos 2.233 pacientes que participaram do estudo de 12 meses de acompanhamento, 124 dos 1.340 (9%) indivíduos em uso de levofloxacina e 83 de 893 (9%) indivíduos no grupo de comparação continuaram para a avaliação pós-tratamento de cinco anos. Das crianças identificadas com um EAME durante 2 a 5 anos após o tratamento, o número que era "possivelmente relacionado" à terapia medicamentosa foi igual para ambos os grupos: um de 1.340 para o grupo em uso de levofloxacina e um de 893 para o grupo da comparação. De todos os casos de EAME avaliados pelo Data Safety and Monitoring Committee, pós-tratamento de cinco anos, nenhum caso foi avaliado como "provavelmente relacionado" para o estudo da medicação.

Concluiu-se que não há nenhuma diferença clinicamente detectável entre crianças tratadas com medicamentos que servem de base comparativa ou com a levofloxacina, em relação aos EAMEs, entre um e cinco anos após o tratamento. Os riscos de lesão1 da cartilagem2 com o uso de levofloxacina parecem ser incomuns, são clinicamente indetectáveis durante cinco anos ou são reversíveis.

Fonte: Pediatrics, publicação online de 2 de junho de 2014

NEWS.MED.BR, 2014. Pediatrics: avaliação da toxicidade musculoesquelética após cinco anos do tratamento com levofloxacina em crianças. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/545397/pediatrics-avaliacao-da-toxicidade-musculoesqueletica-apos-cinco-anos-do-tratamento-com-levofloxacina-em-criancas.htm>. Acesso em: 17 jul. 2019.

Complementos

1 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
2 Cartilagem: Tecido resistente e flexível, de cor branca ou cinzenta, formado de grandes células inclusas em substância que apresenta tendência à calcificação e à ossificação.
3 Articulações:
4 Otite: Toda infecção do ouvido é chamada de otite.
5 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
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