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Identificação da depressão pós-parto em mães adolescentes: precisão de ferramentas rápidas para diagnóstico, estudo publicado no Pediatrics

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Com o objetivo de avaliar a precisão do Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS) e três subescalas para a identificação da depressão pós-parto entre mães adolescentes primíparas foi realizado um estudo publicado pelo periódico Pediatrics.

Mães inscritas em um ensaio clínico randomizado1 para prevenir a depressão pós-parto completaram uma entrevista de diagnóstico2 psiquiátrico e os dez itens da EPDS em seis semanas, três meses e seis meses após o parto. As três subescalas da EPDS foram avaliadas como ferramentas de triagem breves: subescala de ansiedade com três itens (EPDS-3), subescala de sintomas3 depressivos com sete itens (EPDS-7) e dois itens da subescala (EPDS-2) que se assemelham ao Questionário de Saúde4 do Paciente (Patient Health Questionnaire). Curvas ROC (Receiver Operating Characteristic) e as áreas sob as curvas para cada ferramenta foram comparadas para avaliar a precisão. A sensibilidade e a especificidade de cada ferramenta de triagem foram calculadas em comparação com os critérios de diagnóstico2 de um transtorno depressivo maior. Técnicas analíticas longitudinais de medidas repetidas foram utilizadas.

Um total de 106 mulheres contribuiu com 289 visitas pós-parto, 18% das mulheres preencheram os critérios para depressão pós-parto incidente5 por meio de entrevista de diagnóstico2 psiquiátrico. Quando utilizados como medidas contínuas, o EPDS completo e as subescalas EPDS-7 e EPDS-2 tiveram um bom desempenho (área sob a curva > 0,9). Notas de corte ideais para um cenário de depressão para o EPDS e o EPDS-7 foram menores (≥ 9 e ≥ 7, respectivamente ) do que a atualmente recomendada nota de corte (≥ 10). Na nota de corte ideal, o EPDS e o EPDS-7 tinham sensibilidade de 90% e especificidade de > 85%.

Concluiu-se que os EPDS, EPDS-7 e EPDS-2 são altamente precisos para identificar a depressão pós-parto entre mães adolescentes. No contexto pediátrico de cuidados primários, os EPDS e suas subescalas mais curtas têm potencial para uso eficaz como ferramenta de triagem da depressão pós-parto entre adolescentes.

NEWS.MED.BR, 2013. Identificação da depressão pós-parto em mães adolescentes: precisão de ferramentas rápidas para diagnóstico, estudo publicado no Pediatrics. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/512759/identificacao-da-depressao-pos-parto-em-maes-adolescentes-precisao-de-ferramentas-rapidas-para-diagnostico-estudo-publicado-no-pediatrics.htm>. Acesso em: 15 set. 2019.

Complementos

1 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
2 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Incidente: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
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