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Dieta rica em cálcio na infância pode reduzir o risco de morte por derrame em 60%, segundo cientistas do Queensland's Institute of Medical Research e da Bristol University

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Uma dieta rica em cálcio na infância pode reduzir o risco de morte por derrame1 em cerca de 60%. Cientistas do Queensland's Institute of Medical Research e da Bristol University estudaram dados de uma pesquisa de 1930 sobre os hábitos alimentares de famílias da classe média de Bristol. Foram analisadas as informações sobre ingestão de cálcio na infância de 4374 crianças e, após 65 anos do estudo original, foi avaliada a história de morte por derrame1 nestas mesmas pessoas. Aquelas com maior ingestão de cálcio quando crianças apresentaram os menores índices de morte por derrame1 cerebral.

As conclusões mostram que os produtos lácteos protegem da morte por derrame1 cerebral, osteoporose2 e hipertensão arterial3. Há evidências de que a ingestão de cálcio aumenta os níveis do hormônio4 “fator de crescimento semelhante à insulina5 1” ou IGF-1, o qual reduz o risco de morte por doenças cardiovasculares6.

Os resultados benéficos foram observados com a ingestão de três porções de produtos lácteos ao dia – por exemplo, um copo de 200 ml de leite, um pote de iogurte e um pequeno pedaço de queijo. Esta quantidade fornece a quantidade de cálcio que a maioria das pessoas precisa ingerir a cada dia.

Os pesquisadores alertam que crianças mais velhas e adultos devem dar preferência aos derivados do leite desnatados, para reduzir a ingestão de gorduras.

Fonte: Journal Heart

NEWS.MED.BR, 2009. Dieta rica em cálcio na infância pode reduzir o risco de morte por derrame em 60%, segundo cientistas do Queensland's Institute of Medical Research e da Bristol University. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/38388/dieta-rica-em-calcio-na-infancia-pode-reduzir-o-risco-de-morte-por-derrame-em-60-segundo-cientistas-do-queensland-s-institute-of-medical-research-e-da-bristol-university.htm>. Acesso em: 17 out. 2019.

Complementos

1 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
2 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
3 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
4 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
5 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
6 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
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