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Terapia cognitivo comportamental ajudou 46% dos participantes de um estudo a reduzirem pelo menos 50% de seus sintomas depressivos, em artigo do The Lancet

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A depressão deve tornar-se a principal causa de incapacidade nos países de alta renda, em 2030. Atualmente, apenas um terço dos pacientes que sofre desta doença responde plenamente à medicação antidepressiva. Em um artigo publicado pelo The Lancet, Wiles Nicola e colaboradores apresentam os resultados de um ensaio clínico que demonstrou a eficácia da terapia cognitivo1 comportamental (TCC) na redução dos sintomas2 depressivos.

Um total de 469 pacientes, com idade entre 18 e 75 anos, foi envolvido neste estudo randomizado3, em larga escala, e os resultados mostram que 46% dos participantes que fizeram TCC, além de terem recebido os cuidados habituais incluindo a farmacoterapia (n=234), relataram uma redução de pelo menos 50% nos sintomas2 depressivos, em comparação com 22% daqueles que continuaram apenas com o tratamento usual (n=235). Os pacientes foram acompanhados por 12 meses.

O estudo forneceu evidências robustas de que a TCC, como um complemento ao tratamento habitual, que inclui o uso de antidepressivos, é um tratamento eficaz para a depressão na população avaliada.

Fonte: The Lancet, publicação online, de 7 de dezembro de 2012

 

 

NEWS.MED.BR, 2012. Terapia cognitivo comportamental ajudou 46% dos participantes de um estudo a reduzirem pelo menos 50% de seus sintomas depressivos, em artigo do The Lancet. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/329835/terapia-cognitivo-comportamental-ajudou-46-dos-participantes-de-um-estudo-a-reduzirem-pelo-menos-50-de-seus-sintomas-depressivos-em-artigo-do-the-lancet.htm>. Acesso em: 21 set. 2020.

Complementos

1 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
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