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British Medical Journal publica revisão sobre o tratamento da infecção por Helicobacter pylori

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Artigo de revisão publicado no British Medical Journal (BMJ) resume os principais aspectos do tratamento da infecção1 pelo Helicobacter pylori. Esta bactéria2 já foi associada a gastrite3, úlceras4 de estômago5 e duodeno6, câncer7 de estômago5 e linfoma8 MALT. Cerca de metade da população mundial está infectada por este microorganismo. A maioria não desenvolverá sintomas9 ou necessitará de tratamento.

Os principais pontos da revisão são:

  • A prevalência10 do Helicobacter pylori varia amplamente e está em cerca de 50% de acordo com os estudos populacionais internacionais.
  • O regime de tratamento com o uso simultâneo de três ou quatro medicamentos é o esquema padrão.
  • A resistência à claritromicina associada ao metronidazol e a falta de aderência ao tratamento são os fatores principais de falência terapêutica11.
  • A escolha do regime mais efetivo deve ser baseada na prevalência10 da resistência aos antibióticos, especialmente à resistência à claritromicina associada ao metronidazol.
  • O tratamento individualizado baseado na susceptibilidade12 aos antimicrobianos tem um papel limitado na estratégia de erradicação do Helicobacter pylori.
  • O risco de reinfecção está estimado em 3,4% por paciente ao ano em países desenvolvidos e sobe para 8,7% em países em desenvolvimento.

Fonte: BMJ de 15 de setembro de 2008

NEWS.MED.BR, 2008. British Medical Journal publica revisão sobre o tratamento da infecção por Helicobacter pylori. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/23935/british-medical-journal-publica-revisao-sobre-o-tratamento-da-infeccao-por-helicobacter-pylori.htm>. Acesso em: 15 nov. 2019.

Complementos

1 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
3 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
4 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
5 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
6 Duodeno: Parte inicial do intestino delgado que se estende do piloro até o jejuno.
7 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
8 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
9 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
10 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
11 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
12 Susceptibilidade: 1. Ato, característica ou condição do que é suscetível. 2. Capacidade de receber as impressões que põem em exercício as ações orgânicas; sensibilidade. 3. Disposição ou tendência para se ofender e se ressentir com (algo, geralmente sem importância); delicadeza, melindre. 4. Em física, é o coeficiente de proporcionalidade entre o campo magnético aplicado a um material e a sua magnetização.
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