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The Lancet Oncology: vacina contra HPV 16/18 mostra forte proteção contra a infecção anal em mulheres jovens

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Ensaio clínico realizado na Costa Rica com mulheres jovens avaliou a eficácia do adjuvante AS04 na vacina1 bivalente contra a infecção2 anal pelo HPV 16, 18 ou ambos. O estudo foi publicado no periódico The Lancet Oncology e mostrou que a vacina1 proporciona uma forte proteção contra a infecção2 anal por este vírus3, particularmente entre as mulheres mais propensas a esta patologia4.

Mulheres da Costa Rica participaram de um estudo duplo-cego5, randomizado6 e controlado, desenvolvido para avaliar a eficácia da vacina1 contra infecções7 cervicais persistentes pelo HPV 16/18 e lesões8 pré-cancerosas associadas. As mulheres que participaram do ensaio clínico tinham idades entre 18-25 anos, bom estado geral, não estavam grávidas ou amamentando. As participantes foram aleatoriamente designadas a receber uma vacina1 contra o HPV (Cervarix, da GlaxoSmithKline) ou contra a hepatite9 A - grupo controle (preparação modificada da Havrix, da GlaxoSmithKline). As vacinas foram administradas em três doses: 0,5 ml no momento da entrada no estudo e em intervalos de 1 mês e 6 meses. Após quatro anos da vacinação, a eficácia da vacina1 contra a infecção2 anal pelo HPV 16/18 foi avaliada. A eficácia da vacina1 contra a infecção2 cervical pelo HPV 16/18 foi usada como um comparador.

Após análises estatísticas, os resultados da pesquisa mostraram que a vacina1 contra o HPV 16/18 proporciona forte proteção contra a infecção2 anal por este vírus3, particularmente entre mulheres mais propensas à patologia4.

Fonte: The Lancet Oncology

 

NEWS.MED.BR, 2011. The Lancet Oncology: vacina contra HPV 16/18 mostra forte proteção contra a infecção anal em mulheres jovens. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/231555/the-lancet-oncology-vacina-contra-hpv-16-18-mostra-forte-protecao-contra-a-infeccao-anal-em-mulheres-jovens.htm>. Acesso em: 3 abr. 2020.

Complementos

1 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
2 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
4 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
5 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
6 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
7 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
8 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
9 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
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