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Pré-eclâmpsia: aminoácido L-arginina e vitaminas antioxidantes podem reduzir o risco da doença em grávidas predispostas

sexta-feira, 20 de maio de 2011
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Pré-eclâmpsia: aminoácido L-arginina e vitaminas antioxidantes podem reduzir o risco da doença em grávidas predispostas

Estudo randomizado, duplo-cego, publicado pelo British Medical Journal, mostrou que o uso do aminoácido L-arginina juntamente com vitaminas antioxidantes reduz o risco de pré-eclâmpsia em gestantes com história pessoal ou familiar prévia da doença. O suplemento deve ser usado a partir de 20 semanas de gestação até o parto.

Para avaliar a hipótese de que a deficiência relativa do aminoácido L-arginina (substrato para a síntese do gás vasodilatador óxido nítrico) pode ser associada ao desenvolvimento de pré-eclâmpsia, foram estudadas gestantes com uma história de gravidez anterior complicada por pré-eclâmpsia, ou pré-eclâmpsia em um parente de primeiro grau - consideradas de risco aumentado para a recorrência da doença. As participantes foram divididas em três grupos:

  • 222 mulheres recebendo placebo.
  • 228 recebendo L-arginina mais vitaminas antioxidantes.
  • 222 recebendo apenas vitaminas antioxidantes.

A suplementação com L-arginina juntamente com vitaminas antioxidantes reduziu o risco de pré-eclâmpsia, enquanto o uso de apenas vitaminas antioxidantes ou placebo não mostrou o mesmo resultado preventivo. A proporção de mulheres que desenvolveram pré-eclâmpsia foi de 30,2% no grupo recebendo placebo; 22,5% no grupo que usou apenas vitaminas e de 12,7% no grupo da vitamina L-arginina.

A suplementação de L-arginina com vitaminas antioxidantes deve ser avaliada em uma população de baixo risco para determinar a generalização do efeito protetor.

Fonte: BMJ de 19 de maio de 2011

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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