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Diabetes: dieta na gravidez pode alterar DNA do bebê e favorecer obesidade futura

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A dieta da mãe na gravidez1 pode alterar o DNA do bebê e favorecer a obesidade2 futura, segundo artigo de pesquisadores da universidade de Southampton que será publicado no periódico Diabetes. 

A pesquisa mostra que o baixo consumo de carboidratos no início da gravidez1 pode alterar pedaços do DNA de bebês3 e que as crianças com estas alterações ficam mais gordas no futuro.

Acredita-se que os bebês3 em desenvolvimento intrauterino tentam prever o ambiente em que vão nascer através de “pistas“ maternas e ajustam o seu DNA. O que surpreendeu é que este ajuste pode explicar um quarto da diferença de gordura4 entre as crianças mais tarde.

Pesquisas com animais já demonstraram que mudanças na dieta podem alterar as funções dos genes – o que é conhecido como alterações epigenéticas. No presente estudo, os pesquisadores pegaram amostras do cordão umbilical5 e procuraram por marcadores epigenéticos. Eles mostraram que mães com baixo consumo de carboidratos (açúcares e amido), no início da gravidez1, tinham bebês3 com estes marcadores. Depois encontraram uma forte ligação entre os marcadores e a obesidade2 de crianças em idades entre 6 e 9 anos. Este efeito é consideravelmente maior do que o do peso ao nascimento e não depende do peso corporal da mãe na gestação ou antes dela.

As alterações foram encontradas no gene RXRA, que faz um receptor para a vitamina6 A, a qual está envolvida no processamento de gorduras pelo organismo.

A pesquisa sugere que as mulheres devem ser esclarecidas sobre a importância da alimentação durante a gravidez1, o que nem sempre é uma prioridade nas consultas de pré-natal. Os alimentos consumidos podem ter influência na saúde7 de seus filhos a longo prazo.

Fonte: Diabetes8

NEWS.MED.BR, 2011. Diabetes: dieta na gravidez pode alterar DNA do bebê e favorecer obesidade futura. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/178210/diabetes-dieta-na-gravidez-pode-alterar-dna-do-bebe-e-favorecer-obesidade-futura.htm>. Acesso em: 25 out. 2020.

Complementos

1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
3 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
4 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
5 Cordão Umbilical: Estrutura flexível semelhante a corda, que conecta um FETO em desenvolvimento à PLACENTA, em mamíferos. O cordão contém vasos sanguíneos que transportam oxigênio e nutrientes da mãe ao feto e resíduos para longe do feto.
6 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
7 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
8 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
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