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BMJ: quanto maior o consumo de álcool, maior o risco de câncer

sexta-feira, 8 de abril de 2011
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BMJ: quanto maior o consumo de álcool, maior o risco de câncer

Os resultados da pesquisa European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition, publicada no periódico British Medical Journal (BMJ), relatam que um em cada dez casos de câncer em homens e um em cada 33 casos de câncer em mulheres são causados pelo consumo pregresso e atual de álcool.

De acordo com o estudo prospectivo de coorte envolvendo pessoas de oito países europeus (109.118 homens e 254.870 mulheres), uma grande proporção de casos de câncer pode ser atribuída ao consumo de álcool, especialmente a um consumo maior do que as doses limites recomendadas: 2 drinks por dia para os homens (cerca de 24 gramas de álcool) e 1 drink por dia para as mulheres (cerca de 12 gramas de álcool). A idade dos participantes variou de 37 a 70 anos.

Para tipos específicos de tumores, os números foram de 44% (31-56%) e 25% (5-46%) para tumores das vias aerodigestivas superiores; 33% (11-54%) e 18% (-3 a 38%) para o fígado; 17 % (10-25%) e 4% (-1 a 10%) para o câncer colo-retal para homens e mulheres, respectivamente; e 5,0% (2-8%) para câncer de mama feminino. Uma parte substancial dos casos de câncer está associada ao consumo de álcool superior ao limite máximo recomendado: 33.037 de 178.578 casos de câncer relacionados com o álcool em homens, e 17.470 de 397.043 casos relacionados com o álcool em mulheres.

Madlen Schutze, do German Institute of Human Nutrition, coordenador do estudo, diz que muitos casos de câncer podem ser evitados se o consumo de álcool for limitado, e mais casos podem ser prevenidos se as pessoas reduzirem a quantidade de álcool que ingerem, ou mesmo pararem de beber.

Fonte: BMJ de 7 de abril de 2011

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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