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Cacau pode reduzir a resistência à insulina e o dano oxidativo

terça-feira, 9 de maio de 2023
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Cacau pode reduzir a resistência à insulina e o dano oxidativo

Um novo estudo, publicado na revista científica Nutrition Research and Practice, procurou relacionar o consumo de cacau em pó 100% diluído em água, 25 a 39gr por dia (a depender do peso corporal) em jovens adultos com peso normal e sobrepeso por 7 dias.

Os pesquisadores observaram redução do LDL e diminuição da atividade da arginase (enzima envolvida na inflamação causada pela obesidade) e do índice HOMA (medida que avalia a resistência à insulina).

Acredita-se que isso acontece porque o cacau é rico em catequinas, epicatequinas, proantocianidinas, ácidos fenólicos e flavonoides, que são excelentes antioxidantes.

Leia sobre "O que é inflamação" e "Resistência à insulina".

No artigo, os pesquisadores descrevem como o cacau é um alimento funcional que diminui a resistência à insulina e o dano oxidativo em adultos jovens com obesidade grau II.

Eles contextualizam que o consumo de cacau está associado a benefícios à saúde devido ao seu alto teor de polifenóis. No entanto, os efeitos do consumo de cacau a curto prazo permanecem obscuros. O objetivo, portanto, foi determinar os efeitos gerados pelo consumo de cacau (por 7 dias) em adultos jovens com peso normal e com obesidade grau II.

Um estudo de antes e depois foi realizado em adultos jovens com peso normal (PN) (n = 15) e obesidade classe II (OCII) (n = 15). Os participantes com PN e OCII consumiram 25 e 39 g de cacau, respectivamente, por dia, durante 7 dias.

O efeito do consumo de cacau foi avaliado no perfil lipídico, resistência à insulina (RI) e inflamação. O dano oxidativo também foi examinado avaliando os biomarcadores de dano oxidativo no plasma. Além disso, a insulina humana recombinante foi incubada com sangue obtido dos participantes e o dano molecular ao hormônio foi analisado.

O consumo de cacau resultou em diminuição do colesterol de lipoproteína de baixa densidade em ambos os grupos (P = 0,04), enquanto o colesterol total, colesterol de lipoproteína de alta densidade e triglicerídeos foram mantidos nos níveis recomendados.

Inicialmente, foi detectada RI no grupo com OCII (modelo de avaliação da homeostase [HOMA] = 4,78 ± 0,4), que está associada a danos moleculares à insulina. Curiosamente, a intervenção com cacau resultou em melhoria da RI (HOMA = 3,14 ± 0,31) (P = 0,0018), bem como melhoria do dano molecular à insulina.

Finalmente, o consumo de cacau diminuiu significativamente a atividade da arginase (P = 0,0249) no grupo com OCII; esta é uma atividade enzimática crítica no processo inflamatório associado à obesidade.

O estudo concluiu que o consumo de cacau a curto prazo melhora o perfil lipídico, exerce efeitos anti-inflamatórios e protege contra danos oxidativos. Os resultados deste estudo indicam que o consumo de cacau pode potencialmente melhorar a resistência à insulina e restaurar um status redox saudável.

Veja também sobre "Obesidade", "Tratando a obesidade" e "O papel da insulina no corpo".

 

Fonte: Nutrition Research and Practice, publicação em abril de 2023.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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