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Estudo destaca importância da triagem vestibular em bebês com perda auditiva neurossensorial

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Embora os déficits vestibulares1 sejam mais prevalentes em crianças com deficiência auditiva e possam afetar seu desenvolvimento em vários níveis, a avaliação vestibular2 pediátrica ainda é incomum na prática clínica.

Saiba mais sobre "Surdez congênita3" e "Novas perspectivas no tratamento da surdez neurossensorial".

Como a detecção precoce pode permitir uma intervenção oportuna, este projeto pioneiro implementou um teste básico de triagem vestibular2 para cada criança de seis meses de idade com deficiência auditiva em Flandres, Bélgica.

Este estudo, publicado na revista Pediatrics, teve como objetivo relatar os resultados da triagem vestibular2 em um período de três anos e definir os fatores de risco mais importantes para os resultados anormais da triagem vestibular2.

Os Potenciais Evocados Miogênicos Vestibulares1 Cervicais (cVEMP) com condução óssea foram utilizados como ferramenta de triagem vestibular2 em todos os centros de referência afiliados ao Programa Universal de Triagem Auditiva Neonatal em Flandres. De junho de 2018 a junho de 2021, foram incluídos 254 bebês4 (média de idade: 7,4 meses, desvio padrão: 2,4 meses) com perda auditiva neurossensorial.

No geral, resultados anormais da triagem vestibular2 foram encontrados em 13,8% (35 de 254) dos bebês4. O grupo mais importante em risco para resultados anormais da triagem vestibular2 foram crianças com perda auditiva neurossensorial severa a profunda unilateral ou bilateral (20,8%, 32 de 154) (P <0,001, odds ratio = 9,16).

Além disso, os resultados anormais da triagem vestibular2 foram mais prevalentes em bebês4 com perda auditiva causada por meningite5 (66,7%, 2 de 3), síndromes (28,6%, 8 de 28), infecção6 congênita3 por citomegalovírus7 (20,0%, 8 de 40) e anomalias cocleovestibulares (19,2%, 5 de 26).

Os resultados da triagem vestibular2 em bebês4 com perda auditiva neurossensorial indicam o maior risco de déficits vestibulares1 na perda auditiva severa a profunda e em certas etiologias subjacentes da perda auditiva, como meningite5, síndromes, infecção6 congênita3 por citomegalovírus7 e anomalias cocleovestibulares.

Leia sobre "Surdez: como é" e "Deficiência auditiva".

 

Fonte: Pediatrics, publicação em 14 de junho de 2022.

 

NEWS.MED.BR, 2022. Estudo destaca importância da triagem vestibular em bebês com perda auditiva neurossensorial. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1419900/estudo-destaca-importancia-da-triagem-vestibular-em-bebes-com-perda-auditiva-neurossensorial.htm>. Acesso em: 28 fev. 2024.

Complementos

1 Vestibulares: O sistema vestibular é um dos sistemas que participam do equilíbrio do corpo. Ele contribui para três funções principais: controle do equilíbrio, orientação espacial e estabilização da imagem. Sintomas vestibulares são aqueles que mostram alterações neste sistema.
2 Vestibular: 1. O sistema vestibular é um dos sistemas que participam do equilíbrio do corpo. Ele contribui para três funções principais: controle do equilíbrio, orientação espacial e estabilização da imagem. Sintomas vestibulares são aqueles que mostram alterações neste sistema. 2. Exame que aprova e classifica os estudantes a serem admitidos nos cursos superiores.
3 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
4 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
5 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
6 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
7 Citomegalovírus: Citomegalovírus (CMV) é um vírus pertence à família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes zóster.
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