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Modelo de risco de câncer de mama baseado em mamografia pode oferecer melhorias no atendimento

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A avaliação de risco precisa é essencial para o sucesso dos programas de rastreamento populacional do câncer1 de mama2. Modelos com alta sensibilidade e especificidade permitiriam que os programas direcionassem esforços de triagem mais elaborados para populações de alto risco, minimizando o tratamento excessivo para o resto.

Os modelos de risco baseados em inteligência artificial (IA) demonstraram um avanço significativo em relação aos modelos de risco usados ​​hoje na prática clínica. No entanto, a implantação responsável de uma nova IA requer uma validação cuidadosa em diversas populações.

Leia sobre "Câncer1 de mama2 - o que é" e "Recomendações para prevenção e identificação do câncer1 de mama2".

Para isso, neste estudo publicado no Journal of Clinical Oncology, validou-se um modelo baseado em IA, Mirai, em populações de triagem globalmente diversas.

Foram coletadas mamografias de rastreamento e resultados de câncer1 de mama2 confirmados por patologia3 das instituições Massachusetts General Hospital, EUA; Novant, EUA; Emory, EUA; Maccabi-Assuta, Israel; Karolinska, Suécia; Chang Gung Memorial Hospital, Taiwan; e Barretos, Brasil.

Avaliou-se o índice de concordância de Uno para o Mirai na previsão de risco de câncer1 de mama2 em um a cinco anos a partir da mamografia4.

Um total de 128.793 mamografias de 62.185 pacientes foram coletadas nos sete locais, das quais 3.815 foram seguidas por um diagnóstico5 de câncer1 em 5 anos.

Mirai obteve índices de concordância de:

  • 0,75 (IC 95%, 0,72 a 0,78) - Massachusetts General Hospital
  • 0,75 (IC 95%, 0,70 a 0,80) - Novant
  • 0,77 (IC 95%, 0,75 a 0,79) - Emory
  • 0,77 (IC 95%, 0,73 a 0,81) - Maccabi-Assuta
  • 0,81 (IC 95%, 0,79 a 0,82) - Karolinska
  • 0,79 (IC 95%, 0,76 a 0,83) - Chang Gung Memorial Hospital
  • 0,84 (IC 95%, 0,81 a 0,88) - Barretos

O Mirai, um modelo de risco baseado em mamografia4, manteve sua precisão em conjuntos de testes globalmente diversos de sete hospitais em cinco países.

Esta é a validação mais ampla até o momento de um modelo de câncer1 de mama2 baseado em IA e sugere que a tecnologia pode oferecer melhorias amplas e equitativas no atendimento.

Veja também sobre "Como é feita a mamografia4" e "eBook - informações e cuidados sobre o câncer1 de mama2".

 

Fonte: Journal of Clinical Oncology, publicação em 12 de novembro de 2021.

 

NEWS.MED.BR, 2022. Modelo de risco de câncer de mama baseado em mamografia pode oferecer melhorias no atendimento. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1408125/modelo-de-risco-de-cancer-de-mama-baseado-em-mamografia-pode-oferecer-melhorias-no-atendimento.htm>. Acesso em: 21 jan. 2022.

Complementos

1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
3 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
4 Mamografia: Estudo radiológico que utiliza uma técnica especial para avaliar o tecido mamário. Permite diagnosticar tumores benignos e malignos em fase inicial na mama. É um exame que deve ser realizado por mulheres, como prevenção ao câncer.
5 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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