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Qual a importância da obesidade como fator de risco para insuficiência respiratória, internação em UTI e óbito em pacientes com COVID-19 hospitalizados?

sexta-feira, 24 de julho de 2020
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Qual a importância da obesidade como fator de risco para insuficiência respiratória, internação em UTI e óbito em pacientes com COVID-19 hospitalizados?

Comorbidades específicas e idade avançada criam uma maior vulnerabilidade à doença do coronavírus 19 (COVID-19) grave. Embora a obesidade pareça agravar o curso da doença, o impacto real do índice de massa corporal (IMC) e o ponto de corte que aumenta a gravidade da doença ainda estão sob investigação.

O objetivo desse estudo, publicado no European Journal of Endocrinology, foi analisar se o IMC representava fator de risco para insuficiência respiratória, internação em unidade de terapia intensiva (UTI) e óbito.

Foi realizado um estudo de coorte retrospectivo de 482 pacientes consecutivos com COVID-19 hospitalizados entre 1º de março e 20 de abril de 2020. Análises de regressão logística e modelos de risco de proporção de Cox, incluindo características demográficas e comorbidades, foram realizados para prever os desfechos dentro de 30 dias a partir do início dos sintomas.

Dos 482 pacientes, 104 (21,6%) tinham IMC ≥30 kg/m². Na análise de regressão logística, um IMC entre 30 e 34,9 kg/m² aumentou significativamente o risco de insuficiência respiratória (OR: 2,32; IC 95%: 1,31-4,09, p = 0,004) e admissão na UTI (OR: 4,96; IC 95%: 2,53-9,74, p <0,001). Observou-se risco significativamente maior de morte em pacientes com IMC ≥35 kg/m² (OR: 12,1; IC 95%: 3,25-45,1, p <0,001).

O estudo concluiu que a obesidade é um forte fator de risco independente para insuficiência respiratória, internação na UTI e óbito entre os pacientes com COVID-19. Enquanto um IMC ≥30 kg/m² identifica uma população de pacientes com alto risco de doença grave, um IMC ≥35 kg/m² aumenta drasticamente o risco de morte.

Leia sobre "Mecanismos pelos quais a obesidade é fator de risco COVID-19 grave" e "Cálculo do IMC".

 

Fonte: European Journal of Endocrinology, publicação em 01 de julho de 2020.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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