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Aspartame não afetou a glicemia, o apetite ou o peso corporal de adultos em estudo publicado pelo The Journal of Nutrition

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Os adoçantes de baixa caloria1 são frequentemente usados para moderar o consumo de calorias2 e a glicemia pós-prandial3, mas algumas evidências indicam que eles podem aumentar estes alvos.

O principal objetivo do estudo, publicado pelo The Journal of Nutrition, foi avaliar o efeito da ingestão diária de aspartame4 durante 12 semanas na glicemia5. Os efeitos sobre o apetite e o peso corporal foram objetivos secundários.

Saiba mais sobre "Glicemia pós-prandial3", "Adoçantes" e "Cálculo6 do IMC7".

Cem adultos magros [índice de massa corporal8 (kg/m²): 18-25], com idades entre 18 e 60 anos, foram aleatoriamente designados para consumir 0 mg, 350 mg ou 1050 mg de aspartame4/dia (grupos ASP) em uma bebida, durante 12 semanas, em um projeto de braço paralelo. No início, o peso e a composição corporais foram determinados, um teste oral de tolerância à glicose9 (TOTG10) de 240 minutos foi administrado e foram feitas medições de apetite e dosagens hormonais selecionadas. Os participantes também coletaram uma amostra de urina11 de 24 horas.

Durante a intervenção, o grupo ASP de 0 mg/dia consumiu cápsulas contendo 680 mg de dextrose12 e 80 mg de ácido para-aminobenzoico. Para o grupo ASP de 350 mg/dia, a bebida continha 350 mg de aspartame4 e o grupo ASP 1050 mg/dia consumia a mesma bebida, além de cápsulas contendo 680 mg de dextrose12 e 700 mg de aspartame4. O peso corporal, a pressão arterial13, a frequência cardíaca e a circunferência da cintura foram medidos semanalmente. Nas semanas 4, 8 e 12, os participantes coletaram amostras de urina11 de 24 horas e mantiveram registros de apetite. As medições da linha de base foram repetidas na 12ª semana.

Com exceção da concentração basal de glicose9 no TOTG10 aos 60 minutos (e área resultante abaixo do valor da curva), não houve diferenças entre os grupos para glicose9, insulina14, leptina15 em repouso, peptídeo semelhante a glucagon16 1 (Glucagon16-like peptide-1 ou GLP-1) ou peptídeo inibidor gástrico no início ou na 12ª semana. Também não houve efeitos da ingestão de aspartame4 no apetite, peso corporal ou composição corporal. A observância da intervenção de bebidas foi de aproximadamente 95%.

O aspartame4 ingerido em duas doses por 12 semanas não teve efeito sobre a glicemia5, o apetite ou o peso corporal entre adultos saudáveis e magros. Esses dados não dão suporte à visão17 de que o aspartame4 é problemático para o controle da glicemia5, do apetite ou do peso corporal.

Leia também sobre "Teste de tolerância à glicose9", "Comportamento da glicemia5" e "Glicemia5 média estimada".

 

Fonte: The Journal of Nutrition, volume 148, número 4, de 11 de abril de 2018

 

NEWS.MED.BR, 2018. Aspartame não afetou a glicemia, o apetite ou o peso corporal de adultos em estudo publicado pelo The Journal of Nutrition. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1319498/aspartame-nao-afetou-a-glicemia-o-apetite-ou-o-peso-corporal-de-adultos-em-estudo-publicado-pelo-the-journal-of-nutrition.htm>. Acesso em: 17 nov. 2019.

Complementos

1 Caloria: Dizemos que um alimento tem “x“ calorias, para nos referirmos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, ou seja, à energia que será utilizada para o corpo realizar suas funções de respiração, digestão, prática de atividades físicas, etc. Carboidratos, proteínas, gorduras e álcool fornecem calorias na dieta. Carboidratos e proteínas têm 4 calorias em cada grama, gorduras têm 9 calorias por grama e álcool têm 7 calorias por grama.
2 Calorias: Dizemos que um alimento tem “x“ calorias, para nos referirmos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, ou seja, à energia que será utilizada para o corpo realizar suas funções de respiração, digestão, prática de atividades físicas, etc.
3 Glicemia pós-prandial: Teste de glicose feito entre 1 a 2 horas após refeição.
4 Aspartame: Adoçante com quase nenhuma caloria e sem valor nutricional.
5 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
6 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
7 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
8 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
9 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
10 TOTG: Teste oral de tolerância à glicose ou Curva glicêmica.
11 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
12 Dextrose: Também chamada de glicose. Açúcar encontrado no sangue que serve como principal fonte de energia do organismo.
13 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
14 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
15 Leptina: Proteína secretada por adipócitos que age no sistema nervoso central promovendo menor ingestão alimentar e incrementando o metabolismo energético, além de afetar o eixo hipotalâmico-hipofisário e regular mecanismos neuroendócrinos. Do grego leptos = magro.
16 Glucagon: Hormônio produzido pelas células-alfa do pâncreas. Ele aumenta a glicose sangüínea. Uma forma injetável de glucagon, disponível por prescrição médica, pode ser usada no tratamento da hipoglicemia severa.
17 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
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