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Depressão, cognição e marcadores do envelhecimento cerebral

segunda-feira, 28 de maio de 2018
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Depressão, cognição e marcadores do envelhecimento cerebral

Cientistas da Columbia University, em Nova Iorque, examinaram se sintomas depressivos maiores estavam associados ao desempenho cognitivo específico de domínio, alteração na cognição e marcadores de ressonância magnética (RNM) de atrofia cerebral e doença cerebrovascular subclínica em uma amostra diversificada de idosos do Northern Manhattan Study.

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Os dados foram analisados a partir do Northern Manhattan Study, um estudo prospectivo de coorte de idosos, principalmente hispânicos caribenhos, sem derrame ou acidente vascular cerebral. Um total de 1.111 participantes tinham, no início do estudo, medidas de sintomas depressivos avaliadas pela escala Center of Epidemiological Studies–Depression Scale, de marcadores de ressonância nuclear magnética (RNM) e de função cognitiva. Uma pontuação igual ou maior que 16 no Center of Epidemiological Studies–Depression Score foi considerada indicativa de sintomas depressivos maiores. Modelos multivariáveis de regressão linear e logística foram utilizados para examinar as associações de interesse.

No início do estudo, 22% dos participantes apresentavam sintomas depressivos maiores. Estes foram significantemente associados com pior memória episódica basal nos modelos ajustados para variáveis sociodemográficas e comportamentais, fatores de risco vasculares e medicação antidepressiva. Sintomas depressivos maiores também foram associados com fração parenquimatosa menor e chances aumentadas de infartos cerebrais subclínicos, após ajuste para variáveis sociodemográficas, comportamentais e fatores de risco vasculares.

Sintomas depressivos maiores não foram significativamente associados ao volume de hiperintensidade da substância branca, volume do hipocampo ou alteração na cognição em uma média de cinco anos. Os resultados permaneceram inalterados quando os pesos de probabilidade inversos estabilizados foram aplicados para abordar o atrito seletivo durante o período do estudo.

Concluiu-se que nesta amostra de idosos hispânicos sem derrame, a maior sintomatologia depressiva esteve associada à pior memória episódica, menor volume cerebral e enfartes silenciosos.

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Fonte: Neurology, em 9 de maio de 2018

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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