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Inflamação do tecido adiposo da mama e elevação da aromatase mamária em mulheres com índice de massa corporal normal podem contribuir para o câncer de mama

segunda-feira, 3 de abril de 2017
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Inflamação do tecido adiposo da mama e elevação da aromatase mamária em mulheres com índice de massa corporal normal podem contribuir para o câncer de mama

A obesidade está associada com inflamação do tecido adiposo branco (WAT), níveis elevados da enzima biossintética de estrogênio, aromatase e alterações sistêmicas que têm sido associadas à patogênese do câncer de mama. Neste trabalho publicado pela Cancer Prevention Research, os pesquisadores determinaram se a obesidade metabólica, incluindo mudanças na biologia da mama e efeitos sistêmicos, ocorre em um subconjunto de mulheres com índice de massa corporal (IMC) normal.

Saiba mais sobre "Obesidade", "Câncer de mama" e "Cálculo do IMC".

Foram coletados tecidos adiposos do seio e sangue em jejum de 72 mulheres com IMC normal (<25 kg/m²) submetidas à mastectomia para redução do risco de câncer de mama ou para tratamento. A inflamação do tecido adiposo mamário foi definida pela presença de estruturas tipo coroa da mama (CLS-B) que são compostas de adipócitos mortos ou doentes rodeados por macrófagos. A gravidade da inflamação foi medida como CLS-B/cm².

O objetivo principal foi determinar se a inflamação do tecido adiposo do seio está associada à expressão e atividade da aromatase. Os objetivos secundários incluíram a avaliação dos fatores circulantes e o tamanho dos adipócitos da mama. A inflamação do tecido adiposo do seio esteve presente em 39% das mulheres. A mediana do IMC foi de 23,0 kg/m² (variação, 18,4-24,9 kg/m²) em mulheres com inflamação do tecido adiposo do peito em comparação com 21,8 kg/m² (faixa de 17,3-24,6 kg/²) naquelas sem inflamação (P=0,04).

A inflamação do tecido adiposo do peito foi associada com elevada expressão e atividade da aromatase, que aumentou com a gravidade da inflamação (P<0,05). A inflamação do tecido adiposo do seio correlacionou-se com maiores adipócitos (P=0,01) e maiores níveis circulantes de proteína C-reativa, leptina, insulina e triglicérides (P≤0,05).

Um estado inflamatório subclínico associado à elevação da aromatase na mama, hipertrofia dos adipócitos e disfunção metabólica sistêmica ocorre em algumas mulheres com IMC normal e pode contribuir para a patogênese do câncer de mama.

Leia também sobre "Triglicérides" e "Prevenção do câncer".

 

Fonte: Cancer Prevention Research, volume 10, número 4, de abril de 2017

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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