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Terapias à base de plantas e sintomas da menopausa: elas funcionam?

segunda-feira, 27 de junho de 2016
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Terapias à base de plantas e sintomas da menopausa: elas funcionam?

Entre 40% e 50% das mulheres nos países ocidentais usam terapias complementares na tentativa de reduzir os sintomas da menopausa. Revisão sistemática e meta-análise foi publicada pelo The Journal of the American Medical Association (JAMA) com o objetivo de determinar a associação de terapias à base de plantas e os sintomas da menopausa.

As bases eletrônicas de dados Ovid Medline, Embase e Cochrane Central foram sistematicamente analisadas para identificar estudos elegíveis publicados antes de 27 de março de 2016. A seleção de estudos incluiu os ensaios clínicos randomizados que avaliaram terapias à base de plantas e a presença de ondas de calor, suores noturnos e secura vaginal. Os dados foram extraídos por dois revisores independentes usando um formulário de coleta de dados previamente criado. Os principais resultados e medidas avaliados foram os fogachos, suores noturnos e secura vaginal.

Foram identificados 62 estudos, incluindo 6653 mulheres. O uso de fitoestrogênios foi associado a uma diminuição no número de ondas de calor ao dia e redução da secura vaginal entre os grupos em tratamento, mas não no número de episódios de suores noturnos. As intervenções com fitoestrógeno, como a introdução na dieta e a suplementação com isoflavonas de soja, foram associadas à melhora nas ondas de calor e na secura vaginal. Vários remédios à base de plantas, mas não de plantas medicinais chinesas (fitoterapia chinesa), foram associados a uma diminuição global na frequência dos sintomas vasomotores. Havia heterogeneidade considerável na qualidade dos estudos disponíveis e 46 (74%) dos ensaios clínicos randomizados incluídos demonstraram um elevado risco de viés dentro de três ou mais áreas de qualidade do estudo.

Concluiu-se que esta meta-análise de estudos clínicos sugere que a suplementação de fitoestrogênios foi associada a reduções modestas na frequência das ondas de calor e na secura vaginal, mas nenhuma redução significativa nos suores noturnos. No entanto, por causa da qualidade subótima geral e da natureza heterogênea das evidências atuais, estudos mais rigorosos são necessários para determinar a associação das terapias à base de plantas com os sintomas na menopausa.

Para saber mais sobre menopausa e climatério, leia também: "Menopausa. Você já chegou nela?", "Climatério e menopausa: como são?" e "O que devemos saber sobre a Terapia de Reposição Hormonal ou TRH?"

 

Fonte: The Journal of the American Medical Association (JAMA), de 21 de junho de 2016

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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