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Vacina para doença de Alzheimer mostra resultados em cobaias

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Estudo da Oklahoma Medical Research Foundation (OMRF) mostra que a imunização1 pode ser um novo caminho para prevenir a doença de Alzheimer2. Ratos imunizados com memapsin 2 desenvolveram 35% menos placas3 senis (hoje identificadas como agregados de proteína beta-amilóide) do que os não imunizados e apresentaram melhor desempenho cognitivo4 em testes.

Os cientistas da OMRF imunizaram ratos com a enzima5 memapsin 2. Os ratos imunizados mostraram redução na construção de placas3 de proteína beta-amilóide, que quando presentes no cérebro6, por longos períodos de tempo, causam morte celular, perda de memória e disfunções neurológicas características da doença de Alzheimer2. Também mostraram melhor performance cognitiva7 que os ratos do grupo controle, ou seja, aqueles que não receberam a imunização1.

Jordan Tang, Ph.D., coordenador do estudo, publicado no The Journal of the Federation of American Societies for Experimental Biology, diz que esses achados podem colaborar muito para as investigações sobre terapias para a doença de Alzheimer2. Tang e colaboradores identificaram previamente a enzima5 memapsin 2, que acredita-se ser a causa que está por trás da doença de Alzheimer2. No presente estudo, os pesquisadores usaram ratos geneticamente modificados para desenvolver sintomas8 de Alzheimer9 e depois os imunizaram com memapsin 2.

 Os resultados mostraram que os ratos imunizados desenvolveram 35% menos placas3 que os não imunizados e melhor desempenho cognitivo4 em testes.

O trabalho de Tang com esta enzima5 também lidera a criação de um medicamento experimental para o tratamento da doença, o qual começou a ser testado em humanos este ano.

 

Fonte: Oklahoma Medical Research Foundation

NEWS.MED.BR, 2007. Vacina para doença de Alzheimer mostra resultados em cobaias. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/12143/vacina-para-doenca-de-alzheimer-mostra-resultados-em-cobaias.htm>. Acesso em: 17 set. 2019.

Complementos

1 Imunização: Processo mediante o qual se adquire, de forma natural ou artificial, a capacidade de defender-se perante uma determinada agressão bacteriana, viral ou parasitária. O exemplo mais comum de imunização é a vacinação contra diversas doenças (sarampo, coqueluche, gripe, etc.).
2 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
3 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
4 Desempenho cognitivo: Desempenho dos processos de aprendizagem e de aquisição de conhecimento através da percepção.
5 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
6 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
7 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
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