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Redução da mortalidade por doença coronariana: o mais importante parece ser o que já conhecemos

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Um estudo observacional, de base populacional, na Finlândia, destaca um progresso notável em homens e mulheres que controlam os três principais fatores de risco, bem conhecidos, (prevalência1 do tabagismo, colesterol2 sérico e pressão arterial3 sistólica) para a redução da doença coronariana4.

Estamos assistindo melhorias nos fatores de risco e reduções nas taxas de doença cardiovascular. Um estudo patrocinado pela indústria procurou recentemente determinar a extensão em que as mudanças nos fatores de risco podem explicar a redução da doença cardíaca coronária. O trabalho foi publicado pelo British Medical Journal (BMJ).

Pesquisadores da Finlândia realizaram nove inquéritos independentes, com base populacional, de 1972 a 2012 (durante 40 anos), em duas províncias no leste da Finlândia (n=34.525; faixa etária de 30 a 59 anos). Nos homens, as taxas de tabagismo caíram de 53% para 29% durante este período, o colesterol2 total caiu de 262 para 210 mg/dL5 e a pressão arterial3 sistólica caiu de 147 para 136 mmHg. Entre as mulheres, as taxas de tabagismo aumentaram de 11% para 19%, o colesterol2 total caiu de 259 para 205 mg/dL5 e a pressão arterial sistólica6 caiu de 149 para 129 mmHg.

A partir do início do estudo (1969-1972) até 2012, a mortalidade7 por doença cardíaca coronária diminuiu 82% em homens e 84% nas mulheres. Nos últimos 10 anos do estudo, cerca de dois terços (69% em homens e 66% nas mulheres) da redução pode ser explicada por mudanças nos três principais fatores de risco e o terço restante por outros fatores.

As mudanças nos três fatores de risco contribuíram para a maior parte desse declínio, sendo o mais importante o colesterol2 para os homens e o colesterol2 e a pressão arterial3 para as mulheres.

 

Fonte: British Medical Journal (BMJ), de 1º de março de 2016

NEWS.MED.BR, 2016. Redução da mortalidade por doença coronariana: o mais importante parece ser o que já conhecemos. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/822769/reducao-da-mortalidade-por-doenca-coronariana-o-mais-importante-parece-ser-o-que-ja-conhecemos.htm>. Acesso em: 16 dez. 2019.

Complementos

1 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
2 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
3 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
4 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
5 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
6 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
7 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
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