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FDA e EPA atualizam orientações sobre o consumo de peixe

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A Food and Drug Administration (FDA) e a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (U.S. Environmental Protection Agency ou EPA) emitiram atualização das orientações sobre o consumo de peixe. As duas agências concluíram que mulheres grávidas, lactantes1, aquelas que desejam engravidar e as crianças devem comer mais peixe, com baixo teor de mercúrio, a fim de obter importantes benefícios para o desenvolvimento e para a saúde2. O projeto de aconselhamento atualizado é compatível com as recomendações 2010 Dietary Guidelines for Americans.

Anteriormente, a FDA e a EPA recomendavam os montantes máximos de peixe que estes grupos populacionais devem consumir, mas não orientavam uma quantidade mínima. Ao longo da última década, no entanto, a ciência ressaltou a importância do consumo de quantidades apropriadas de peixe na dieta de mulheres grávidas, lactantes1 e crianças pequenas.

"Durante anos, muitas mulheres têm limitado ou evitado comer peixe durante a gravidez3 ou de colocá-los na alimentação dos seus filhos", disse Stephen Ostroff, cientista-chefe da FDA. "Mas a ciência emergente agora nos diz que limitar ou evitar o consumo de peixes durante a gravidez3 e na primeira infância pode significar perder nutrientes importantes que podem ter um impacto positivo no crescimento e no desenvolvimento, bem como sobre a saúde2 em geral."

Este projeto de aconselhamento recomenda que grávidas comam pelo menos 225 gramas a até 350 gramas (2-3 porções) por semana, de uma variedade de peixes que possuam menor teor de mercúrio, para ajudar no crescimento e no desenvolvimento fetal.

O projeto de aconselhamento atualizado adverte mulheres grávidas ou amamentando, para evitar quatro tipos de peixes que estão associados a altos níveis de mercúrio: namorado do Golfo do México, tubarão, peixe-espada e cavala. Além disso, recomenda limitar o consumo de atum branco a seis gramas por semana.

Escolher peixes com baixos níveis de mercúrio inclui alguns dos peixes mais comumente consumidos, tais como camarão, badejo, salmão, atum em lata, tilápia, bagre e bacalhau.

Ao comer peixes capturados a partir de córregos locais, rios e lagos, as pessoas devem seguir os avisos das autoridades locais. Se este aconselhamento não estiver disponível, limitar a ingestão total desse peixe a 170 gramas por semana e 28 a 85 gramas para as crianças.

Antes de emitir o parecer final, as agências considerarão os comentários do público e também a intenção de solicitar o parecer do Comitê de Assessoria de Comunicação de Riscos da FDA e de outros grupos.

Fonte: FDA News Release, de 10 de junho de 2014 

NEWS.MED.BR, 2014. FDA e EPA atualizam orientações sobre o consumo de peixe. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/546887/fda-e-epa-atualizam-orientacoes-sobre-o-consumo-de-peixe.htm>. Acesso em: 6 dez. 2019.

Complementos

1 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
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