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Aposentadoria mais tardia reduz risco de demência, segundo estudo francês apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer 2013

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Um estudo francês apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer1 (AAIC) 2013 associa a idade mais avançada na época da aposentadoria a um risco reduzido de desenvolver demência2.

Evidências sugerem que o envolvimento em atividades intelectualmente estimulantes ao longo da vida pode proteger contra o desenvolvimento da doença de Alzheimer3 e outros tipos de demências. A atividade profissional pode ser um determinante importante da atividade mental.

No entanto, "muitos poucos estudos analisaram a idade na época da aposentadoria e o risco de demência2", disse a coordenadora da análise, Dra. Carole Dufouil, PhD, diretora de pesquisa em neuroepidemiologia no INSERM, da Escola de Saúde4 Pública de Bordeaux, na França. Estas novas descobertas ressaltam a "importância de manter altos níveis de estimulação cognitiva5 e social por meio do trabalho e da vida do aposentado", afirma a Dra. Dufouil.

Nesta pesquisa foram avaliados dados de saúde4 e aposentadoria de 429.803 trabalhadores independentes que viviam na França e se aposentaram em 31 de dezembro de 2010. De acordo com os resultados do estudo, para cada ano a mais de idade no momento da aposentadoria, o risco de demência2 foi 3,2% inferior. Durante a AAIC 2013, Dufouil informou que "na amostra, todos os outros fatores de risco eram iguais. E aqueles que se aposentaram aos 65 anos de idade tiveram um risco 14,6% menor de desenvolver demência2 do que aqueles que se aposentaram aos 60 anos de idade".

Mesmo após a exclusão de trabalhadores com demência2 diagnosticada dentro de cinco anos após a aposentadoria, os resultados permaneceram inalterados e altamente significativos (P<0,0001).

O estudo foi financiado pelo Centro Internacional de Longevidade da França e apresentado oralmente na Conferência Internacional da Associação Alzheimer1 (AAIC) 2013. Os autores não declararam relações financeiras relevantes.

Fonte: Medscape, de 16 de julho de 2013 

NEWS.MED.BR, 2013. Aposentadoria mais tardia reduz risco de demência, segundo estudo francês apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer 2013. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/366604/aposentadoria-mais-tardia-reduz-risco-de-demencia-segundo-estudo-frances-apresentado-na-conferencia-internacional-da-associacao-de-alzheimer-2013.htm>. Acesso em: 17 set. 2019.

Complementos

1 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
2 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
3 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
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