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Café da manhã, monitoração do peso, atividades físicas e dieta de baixa caloria são as estratégias que funcionam para a manutenção da perda de peso, segundo dados do National Weight Control Re

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O National Weight Control Registry (NWCR), fundado em 1994 por Rena Wing, Ph.D. da Escola Médica Brown (Brown Medical School), e  James O. Hill, Ph.D.da Universidade do Colorado (University of Colorado), realiza a maior investigação prospectiva e de longo prazo da perda de peso e sua manutenção com sucesso.

São estudados mais de 5000 indivíduos que perderam uma quantidade significativa de peso (pelo menos 14 kg) e mantiveram esta perda por pelo menos 1 ano. Através de questionários detalhados e um acompanhamento anual são examinados os hábitos e as características psicológicas dos chamados “perdedores de sucesso”, assim como as estratégias usadas para a manutenção do peso perdido.

Os “perdedores de sucesso” têm em comum algumas características:

  • 78% tomam café da manhã diariamente.
  • 75% pesam-se por conta própria pelo menos uma vez na semana. Esta monitoração do peso serve como um “sistema de alarme precoce”.
  • 62% assistem menos de 10 horas de televisão por semana.
  • 90% mantêm um alto nível de atividade física. As mulheres gastam 2000 kcal por semana e os homens 3300 kcal por semana com exercícios  físicos, sendo a caminhada a modalidade mais comum. Isto significa cerca de 60 a 90 minutos por dia de atividade física moderada a intensa.
  • Têm uma dieta de 1300 a 1500 calorias1 por dia, pobre em gorduras e rica em carboidratos (apenas 24% das calorias1 vêm de gorduras).

É interessante saber que:

  • 80% das pessoas acompanhadas são mulheres e 20% são homens.
  • A média de idade das mulheres é de 45 anos e a média de peso atual é de 65 kg. Já a média de idade masculina é de 49 anos e de peso é de 86kg.
  • Os participantes perderam 30kg e mantiveram esta perda por 5,5 anos em média.

Essas médias, entretanto, escondem muita diversidade:

  • A perda de peso variou de 14 a 136 kg.
  • A manutenção do novo peso variou de um a 66 anos.
  • Alguns indivíduos apresentaram uma perda rápida do peso, enquanto outros perderam peso lentamente – podendo chegar a um intervalo de 14 anos.

Outras informações:

  • 45% perderam peso por conta própria e outros 55% com a ajuda de algum programa de apoio.
  • 98% relatam modificação dos alimentos ingeridos para auxiliar a perda de peso.
  • 94% aumentaram o tempo de realização de suas atividades físicas.
  • Muitos cortaram a ingestão de carboidratos (pão, arroz, batata ou cereais) após as 17 horas e acrescentaram à refeição noturna alimentos como peixes, carnes magras, frutas, vegetais, laticínios e conseguiram manter uma refeição agradável.

Esta retirada do carboidrato2 noturno ajuda a controlar os níveis de insulina3. Quando o carboidrato2 é ingerido, ele é metabolizado em glicose4, estimulando o pâncreas5 a liberar insulina3 para o sangue6, o que favorece o depósito de gordura7 nas células8. A insulina3 também inibe a liberação do hormônio9 do crescimento, dificultando o uso da gordura7 do corpo como fonte de energia durante o sono. O hormônio9 do crescimento é anabolizante, estimula a lipólise (quebra da gordura7) e age de forma reparadora dentro do organismo.

Fonte: The National Weight Control Registry

NEWS.MED.BR, 2009. Café da manhã, monitoração do peso, atividades físicas e dieta de baixa caloria são as estratégias que funcionam para a manutenção da perda de peso, segundo dados do National Weight Control Re. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/29533/cafe-da-manha-monitoracao-do-peso-atividades-fisicas-e-dieta-de-baixa-caloria-sao-as-estrategias-que-funcionam-para-a-manutencao-da-perda-de-peso-segundo-dados-do-national-weight-control-re.htm>. Acesso em: 23 jan. 2020.

Complementos

1 Calorias: Dizemos que um alimento tem “x“ calorias, para nos referirmos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, ou seja, à energia que será utilizada para o corpo realizar suas funções de respiração, digestão, prática de atividades físicas, etc.
2 Carboidrato: Um dos três tipos de nutrientes dos alimentos, é um macronutriente. Os alimentos que possuem carboidratos são: amido, açúcar, frutas, vegetais e derivados do leite.
3 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
4 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
5 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
6 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
7 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
8 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
9 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.

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