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Câncer de mama: novas informações sobre fatores de risco estudados pelo Institute of Medicine

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A fundação Susan G. Komen for the Cure solicitou ao Institute of Medicine (IOM) uma revisão das evidências atuais de interações entre genética e ambiente em relação ao câncer1 de mama2 e dos desafios de pesquisas, uma exploração das ações baseadas em evidências para reduzir o risco desse tumor3 e recomendações de novas diretrizes para as pesquisas futuras.

De maneira geral, o IOM descobriu que grandes avanços foram feitos na compreensão do câncer1 de mama2 e de seus fatores de risco, mas que precisamos aprender mais sobre suas causas e como evitá-lo. As informações sugerem que as mulheres podem ser mais suscetíveis a alguns fatores de risco durante certas fases da vida.

Dos fatores ambientais analisados, aqueles com evidências mais consistentes de uma associação com um risco aumentado para o câncer1 de mama2 incluem: radiação ionizante, terapia hormonal combinada com estrogênio e progestina, ganho de peso principalmente na pós-menopausa4. Também foi observado que quanto maior a atividade física realizada, menor o risco. Para outros fatores, as evidências de estudos em humanos são limitadas, contraditórias ou ausentes.

O IOM concluiu que as mulheres têm algumas oportunidades para reduzir seu risco de câncer1 de mama2 por meio de ações pessoais, tais como:

  • Evitar radiações ionizantes desnecessárias ao longo da vida.
  • Evitar o uso da terapia hormonal combinada, quando possível.
  • Evitar o cigarro.
  • Limitar o consumo de álcool.
  • Aumentar a atividade física.
  • Minimizar o ganho de peso, principalmente na pós-menopausa4.

Para fazer uma abordagem de estudos sobre o câncer1 de mama2 nos diferentes estágios de vida de uma mulher, foram feitas recomendações de pesquisa que incluem o desenvolvimento de melhores ferramentas para pesquisas epidemiológicas e testes com produtos químicos e outras substâncias que possam causar o câncer1, além do desenvolvimento de intervenções eficazes de prevenção, melhores abordagens para modelagem de riscos do câncer1 de mama2 e melhor comunicação sobre os riscos de desenvolver este tipo de tumor3.

Fonte: Institute of Medicine of the National Academies

NEWS.MED.BR, 2011. Câncer de mama: novas informações sobre fatores de risco estudados pelo Institute of Medicine. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/saude/250875/cancer-de-mama-novas-informacoes-sobre-fatores-de-risco-estudados-pelo-institute-of-medicine.htm>. Acesso em: 12 dez. 2019.

Complementos

1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
3 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
4 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
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Complementos

16/12/2011 - Complemento feito por LEONARDO
Re: Câncer de mama: novas informações sobre fatores de risco estudados pelo Institute of Medicine
A MAMOGRAFIA É UM EXAME PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CANCER DE MAMA, OS RADIOLOGISTAS DEVEM TOMAR MAIS ATENÇÃO EM PROTEGER A REGIÃO TIREOIDEANA, HÁ ESTUDOS INDICANDO AUMENTO DA INCIDÊNCIA DE ALTERAÇÕES DA TIREOIDE POR RX,E CENTRO HEMATOPOIÉTICO DO ESTERNO.
VAMOS TOMAR MAIS CUIDADO!

08/12/2011 - Complemento feito por marcos
Re: Câncer de mama: novas informações sobre fatores de risco estudados pelo Institute of Medicine
Os exames para detectar neoplasias em estágios iniciais, certamente são uma grande ferramenta na diminuição dos casos novos de câncer, realmente temos hoje capacidade maior de diagnosticar tumores em situações iniciais, que ainda possuem uma grande chance de serem tratados com êxito.

Porém , devemos também enfocar a atenção primária ao câncer, em que se consideram medidas de caráter preventivo , basicamente evitando ter contato com elementos que sabidamente induzem a formação de neoplasias, e podemos citar os exemplos acima como excesso de radiações ionizantes, o cigarro e o álcool, visto que atualmente podemos afirmar que existe uma correlação positiva entre exposição aos elementos citados e novos casos de neoplasia.

Campanhas que incentivem medidas que diminuem a exposição de fatores carcinogênicos são necessárias, para que possamos ver diminuidos casos que realmente podem ser evitados, com a adoção de hábitos que evitem contato com substâncias e radiaçoes comprovadamente carcinogênicas.

A diminuição das taxas de morbidade e mortalidade, só poderão ser efetivamente vistas se adotarmos uma combinação sistemática de prevenção primária e exames que podem detectar tumores em estágios iniciais, onde as chances de cura são aumentadas de forma bem positiva.

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