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Anvisa registra o primeiro teste de farmácia para HIV

quarta-feira, 17 de maio de 2017
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Anvisa registra o primeiro teste de farmácia para HIV

Action, da empresa Orangelife Comércio e Indústria, é o primeiro autoteste para triagem do HIV registrado pela Anvisa. O produto é destinado ao público em geral e poderá ser vendido em farmácias e drogarias. De acordo com a documentação do processo de registro do produto, o teste funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos testes já existentes para medição de glicose por diabéticos.

O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto e aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a AIDS. O teste funciona para os dois subtipos do vírus que provocam a doença.

Saiba mais sobre "O que é a AIDS" e "Infecção pelo HIV".

O autoteste demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. Porém, só é capaz de indicar a presença do vírus HIV 30 dias depois da situação de exposição, que é o momento em que a pessoa pode ter tido contato com o vírus da AIDS, por uma relação sexual sem proteção ou por compartilhamento de agulhas, por exemplo. Este período de 30 dias é o tempo que o organismo leva para produzir anticorpos em níveis detectáveis pelo autoteste. Se uma nova situação de exposição acontecer após esse período, um novo teste precisa ser feito, respeitando o prazo necessário para detecção e as confirmações necessárias.

Entendendo o autoteste para HIV/AIDS

  • O teste Action traz o dispositivo de teste, um líquido reagente, uma lanceta (específica para furar o dedo), um sachê de álcool e um capilar (um tubinho para coletar o sangue).
  • O resultado leva de 15 a 20 minutos para aparecer.
  • Em caso de resultado negativo, é recomendável que o teste seja repetido em intervalos de 30 dias até completar 120 dias após a exposição. O período sempre deve ser contado a partir da última situação de risco.
  • Em caso de resultado positivo, a pessoa deve procurar um serviço de saúde para confirmar o resultado com testes laboratoriais e encaminhamento para o tratamento gratuito adequado, se for necessário.

O teste de farmácia para HIV não poderá ser usado na seleção de doadores de sangue, já que, para isso, existem outros procedimentos.

Leia também sobre "Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)".

 

Fontes: Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Ascom/Anvisa

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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