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Estudo verifica eficácia de células-tronco em cardíacos

quinta-feira, 21 de julho de 2005
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Estudo verifica eficácia de células-tronco em cardíacos

Três pacientes pernambucanos passam a integrar, nesta quinta-feira, dia 21, a fase clínica do estudo patrocinado pelo Ministério da Saúde para verificar a eficácia do uso de células-tronco adultas em doentes cardíacos graves. Equipes lideradas pelo médico Carlos Roberto Moraes, do Instituto do Coração do Real Hospital Português de Beneficência, farão as intervenções em um paciente portador de cardiomiopatia dilatada e em outro, portador de doença isquêmica do coração. À tarde, no Hospital Oswaldo Cruz, a equipe do especialista Wilson Oliveira Júnior inicia o procedimento num doente com cardiopatia chagásica.

No dia 10 de junho, o estudo, que vai envolver 33 instituições e 1,2 mil pacientes em nove estados e no Distrito Federal, teve início simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Desde então, os outros centros colaboradores do Estudo Multicêntrico Randomizado de Terapia Celular em Cardiopatias também deram início às pesquisas.

Um estudo randomizado funciona da seguinte maneira: os voluntários são divididos em dois grupos. A metade recebe células-tronco e o tratamento mais moderno para sua patologia; a outra metade recebe o mesmo tratamento, mas sem as células-tronco. O estudo sobre a eficácia de células-tronco adultas em portadores de cardiopatias dividiu os 1,2 mil voluntários selecionados em quatro grupos, com 300 pessoas cada, de acordo com a doença cardíaca. Os quatro grupos foram subdivididos em um grupo controle e outro de teste, mas apenas os pacientes selecionados aleatoriamente para o grupo de teste receberão agora o implante de células-tronco. No final do período, os dois grupos serão comparados.

Cada um dos pacientes que passam hoje a integrar a pesquisa será submetido a uma punção da medula óssea para retirada das células que se encontram no interior do osso da bacia. Depois, esse material será tratado e preparado para ser reinjetado no paciente, caso ele seja um dos selecionados para receber células-tronco. Do contrário, o material será congelado para utilização futura e uma solução placebo será utilizada. Em qualquer das alternativas, serão assegurados ao doente que participa do estudo as melhores condições de tratamento, incluindo medicação e acompanhamento médico.

Fonte: Ministério da Saúde

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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