Gostou do artigo? Compartilhe!

Inibidores de SGLT2: FDA adverte sobre o risco de cetoacidose em diabéticos em uso dessa classe de medicamentos

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie esta notícia

A Food and Drug Administration (FDA) está alertando sobre o risco de desenvolver cetoacidose diabética1 com o uso de medicamentos inibidores de SGLT2 para o tratamento da diabetes2 tipo 2, tais como canagliflozina, dapagliflozina e empagliflozina.

A cetoacidose diabética1 é uma condição grave em que o corpo produz altos níveis de ácidos chamados cetonas no sangue3, o que pode requerer hospitalização. A FDA continua a investigar esta questão de segurança e vai determinar se são necessárias mudanças nas bulas dessa classe de medicamentos, chamados inibidores de SGLT2.

Os inibidores de SGLT2 (inibidores do cotransportador sódio-glicose4 tipo 2) estão disponíveis para venda como monoterapia ou associados a outros medicamentos para a diabetes2, tais como a metformina5. A segurança e a eficácia dos inibidores de SGLT2 não foram estabelecidas em doentes com diabetes2 tipo 1 e a FDA não aprovou seu uso nestes pacientes, apenas em pacientes com diabetes tipo 26.

A recomendação é para que os pacientes prestem muita atenção a quaisquer sinais7 de cetoacidose e procurem atendimento médico imediatamente se apresentarem sintomas8 como dificuldade respiratória, náuseas9, vômitos10, dor abdominal, confusão mental e fadiga11 incomum ou sonolência. Mas eles não devem parar de usar essas medicações por conta própria ou mudar seus medicamentos sem primeiro falar com o seu médico assistente.

Os profissionais de saúde12 devem avaliar a presença de acidose13, incluindo cetoacidose, em doentes com estes sinais7 ou sintomas8, descontinuar o uso de inibidores de SGLT2 se a acidose13 for confirmada e tomar as medidas adequadas para corrigir a acidose13 e monitorar os níveis de glicose4 no sangue3.

Fonte: FDA Drug Safety Communication, de 15 de maio de 2015

NEWS.MED.BR, 2015. Inibidores de SGLT2: FDA adverte sobre o risco de cetoacidose em diabéticos em uso dessa classe de medicamentos. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/pharma-news/759327/inibidores-de-sglt2-fda-adverte-sobre-o-risco-de-cetoacidose-em-diabeticos-em-uso-dessa-classe-de-medicamentos.htm>. Acesso em: 14 dez. 2019.

Complementos

1 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
2 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
3 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
4 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
5 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
6 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
7 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
10 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
11 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
12 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
13 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
Gostou do artigo? Compartilhe!