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NEJM: ácido valproico está associado a defeitos congênitos em grávidas que usam a medicação no primeiro trimestre da gestação

sexta-feira, 11 de junho de 2010
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NEJM: ácido valproico está associado a defeitos congênitos em grávidas que usam a medicação no primeiro trimestre da gestação

O uso de ácido valproico no primeiro trimestre da gravidez está associado ao aumento do risco de defeitos congênitos como espinha bífida, mas dados sobre outras malformações congênitas ainda são limitados, segundo artigo publicado pelo The New England Journal of Medicine.

Dados de oito estudos de coorte publicados foram combinados (1.565 grávidas expostas ao ácido valproico, dentre as quais foram observadas 118 malformações maiores na prole) e identificou-se 14 malformações significativamente mais comuns entre os nascidos de mães expostas ao ácido valproico durante o primeiro trimestre da gravidez. Foram avaliadas as associações entre o uso de ácido valproico durante o primeiro trimestre e estas 14 malformações em um estudo caso controle com dados de registros populacionais de anomalias congênitas do European Surveillance of Congenital Anomalies (EUROCAT). Os registros com qualquer uma das 14 malformações foram comparados com dois grupos controle, um consistindo de bebês com malformações não previamente ligadas ao uso de ácido valproico (grupo controle 1) e outro com bebês com anormalidades cromossômicas (grupo controle 2). Os dados incluíram 98.075 nascidos vivos, natimortos ou terminados em malformações dentre 3,8 milhões de nascimentos em países europeus de 1995 a 2005.

A exposição à monoterapia com ácido valproico, quando comparada ao não uso de medicações anti-epilépticas, está associada ao aumento significativo de seis malformações das 14 estudadas. São elas: espinha bífida, defeitos do septo atrial, fenda palatina, hipospádia, polidactilia e craniosinostose.

Resultados semelhantes foram observados com o uso de outras medicações anti-epilépticas, mas os dados ainda são limitados.

Fonte: NEJM

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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